Futuros ZEE’s

Zona Costeira do Pará

O Estado já está trabalhando no ZEE da Zona Costeira do Pará, que envolve 39 municípios.

O Setor 1 do Arquipélago do Marajó, é composto por 12 municípios (excluindo a microrregião de Portel), constituídos 100% de ilhas, que inclui a Microrregião do Furo de Breves e Arari.

Nos outros ZEE’s, esse arquipélago é tido como uma zona só, de uso sustentável. Agora, na escala menor, cada um dos municípios serão estudados e redivididos de acordo com suas realidades: áreas de florestas, recursos hídricos. No oeste do Arquipélago está Breves, que é uma realidade; Anajás é outra realidade, pois é mais florestal o trabalho. Já em Afuá e Chaves, podemos trabalhar com pesca de mar, fauna marinha. Essa é a grande diferença do zoneamento detalhado, ele dá segurança do que se irá fazer em determinado local.

O Setor 2 da Zona Costeira, a Estuarina, inclui a Região Metropolitana de Belém.

O Setor 3 é o Nordeste, o Salgado Paraense, onde fica Salinas, Bragança, Maracanã, Marapanim, Viseu.

Inicialmente, será feita a Zona Costeira do Estado do Pará, que é de vital importância para o equilíbrio ecológico, climático, e uso sustentável dos recursos naturais terrestres e marinhos. Depois, iremos trabalhar nos outros setores: Marabá, Paragominas, Redenção, Itupiranga, que são da banda Leste, e possuem características em comum, entre as quais mais antropizados.  Por fim, o terceiro setor, Oeste do Pará, cujos municípios de influência estão na BR 163 e Rodovia Transamazônica. A Calha Norte é intrinsecamente ligada a Santarém, nas áreas econômica, ecológica e cultural, e não pode romper com isso. A cidade hoje irradia toda sua influência para Óbidos, Oriximiná, Monte Alegre.

Exemplo prático de uso dos ZEE’s

Do ponto de vista ecológico, podemos dizer que os nove municípios da Calha Norte, estão razoavelmente integrados com o macrozoneamento do Pará, que determinou a criação das macrounidades de conservação da Calha Norte, como a criação da Estação Ecológica Grão Pará, que tem mais de 4 milhões de hectares. Os ZEE’s vão fornecer informações técnico-científicas do meio biológico. A Estação é a maior unidade de proteção integral do mundo, que faz conexão com a Reserva Ecológica Maipuru formando o maior corredor ecológico de proteção integral do planeta Terra, que vai de Roraima ao Amapá. Esse macrocorredor vem do ZEE de 2005. Este é um exemplo da grande importância do ZEE.

Fazendo o Zoneamento dos municípios da Calha Norte, há muitos benefícios, especialmente porque 70% deles são formados por áreas protegidas, unidades de conservação federais, estaduais, municipais, e porque eles têm maior acesso à programas e projetos de desenvolvimento rural sustentável. Então, com o ZEE, eles podem elaborar projetos e trabalhos com maior confiança de que essas áreas que foram indicadas como zonas de áreas produtivas são corretas, e os órgãos financiadores federais, e internacionais ao tomarem conhecimento disso, vão trabalhar com maior confiança com estes municípios.

Os municípios que estão envolvidos com o Programa Municípios Verdes também estão trabalhando em cima de Zoneamento Ecológico Econômico, e os que estão na macrozona de consolidação de atividades produtivas, no seu detalhamento vão ter privilegiar um trabalho de recuperação de ecossistemas vegetais e aquáticos, de acordo com os resultados, e estudos técnico-científicos desses municípios. O objetivo é atender às necessidades de melhoria da qualidade de vida das populações do estado do Pará.

Por isso, é importante garantir que todo mundo entenda a importância do ZEE para que haja desenvolvimento sustentável, geração de renda, água potável, educação, saúde, segurança no Marajó. Tudo isso depende do ZEE. Não se trata de ecologia, mas de todas as áreas de conhecimento: biodiversidade (que área deve ser preservada, que espaço para evolução natural de todas as espécies vivas), agricultura, manguezal, pecuária, pesca de água doce e de oceano.

Unidades de Conservação

As macrounidades de conservação do Estado do Pará foi uma indicação direta do Macrozoneamento Ecológico Econômico do Estado do Pará, que virou lei em 2005. Este macrozoneamento utilizou os trabalhos do antigo Idesp, que fez um levantamento geral do Estado do Pará para levar para a Rio92. A equipe fez, à época, o levantamento das áreas a serem protegidas no Estado na forma de Unidades de Conservação para o ZEE, então, as UC’s de proteção da natureza são resultado do macrozoneamento ecológico econômico da Amazônia Legal. A partir daí, começou-se a trabalhar no ZEE detalhado e em unidades menores.

Unidades de Conservação da Calha Norte

A área da Calha Norte tem 27 milhões de hectares, 22 milhões de hectares só em Unidades de Conservação e as Terras Indígenas (TI) são mais de 25% do Pará.

Para facilitar o trabalho das equipes de campo foram usadas imagens de satélite, georreferenciadas em alta resolução, o que otimizou as análises e garantiu a qualidade de interpretação do material configurado em bases de dados.

Calha Norte – Além do potencial turístico da região, centrada no Oeste do Pará e configurada pelas águas do Rio Amazonas, outro tesouro que desperta a atenção e preocupação dos estudiosos é o potencial madeireiro.

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