Apresentação

 Logomarca Combu

O município de Belém é notável no contexto brasileiro por possuir 65% da sua área municipal composta por pelo menos 39 ilhas catalogadas pela Companhia de Desenvolvimento de Belém. Entre esse constelário de ilhas encontra-se a ilha do Combu, que em tamanho e espaço territorial é a quarta maior ilha do município estando situada a 1,5 km ao sul da cidade, ao norte pelas margens do rio Guamá, ao sul circundada pelo furo São Benedito, à leste pelo Furo da Paciência e à Oeste pela Baía do Guajará

Sua área de 15,972 Km2 é formada predominantemente por várzea e tem composição florística variada, com vegetação primária e secundária, de notável beleza cênica. Sua população gira em torno de 1.800 (hum mil e oitocentos) habitantes, que vivem basicamente da pesca e do extrativismo dos recursos da floresta: banana, coco, manga, pupunha (Bactris gasipaes), cacau, cupuaçu (Theobroma Grandiflorum), andiroba (Carapa guianensis Aubl.), jambo (Syzygium malaccense), limão, biribá (Rollinia mucosa) e caju, além de algumas plantas medicinais e principalmente o açaí (Euterpe oleracea), onde a predominância do açaizeiro se observa em toda a extensão da ilha.

Em 1997, através da Lei Estadual nº 6.083 de 13 de novembro do mesmo ano, a Ilha do Combu é elevada à categoria de APA – Área de Proteção Ambiental, segundo a Lei Federal nº 9.985 de 2000, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC, com o objetivo de proteger e restaurar a diversidade biológica, os recursos genéticos e as espécies ameaçadas de extinção, bem como a promover o desenvolvimento sustentável, através do ordenamento dos recursos naturais e da melhoria da qualidade de vida da comunidade local. A partir criação da Lei Estadual, a gerência da APA ilha do Combu passou a ser de competência da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará – SEMA/PA, através da sua Diretoria de Áreas protegidas – DIAP, e atualmente essa gestão é compartilhada com o Conselho Deliberativo da APA, criado pela Portaria nº 1.945 de 14 de outubro de 2008.

A APA, que tem seu período de advento da atividade turística na década de 1990, é incluída em alguns roteiros turísticos fluviais de curta duração, ofertados por algumas operadoras turísticas, e que são voltados quase que exclusivamente para a contemplação da natureza e das habitações dos ribeirinhos. Não se vislumbra uma relação mais aprofundada dos turistas com as comunidades da APA e muito menos os benefícios dessas atividades chegam à totalidade dos moradores, com exceção de alguns que possuem restaurantes localizados na beira do rio, que costumam ofertar o almoço em alguns desses passeios promovidos pelas empresas turísticas e também para outros, turistas ou não, que simplesmente fazem a travessia para almoçar nesses restaurantes e contemplar a natureza. Uma parte da população de Belém também costuma frequentar o local nos fins de semana, em embarcações particulares, e diversas pesquisas acadêmicas são realizadas na ilha, incluindo a existência de uma estação experimental para estudos, do Museu Emilio Goeldi.

Apresentando ecossistema típico de várzea de grande beleza cênica, com paisagem florestal exuberante, formada por um mosaico peculiar de espécies florestais, além de seus cursos d’água, como os rios Bijogó, Guamá e Acará, o furo da Paciência e os igarapés do Combu e do Piriquitaquara, a APA da ilha do Combu se encontra aparentemente propícia para a realização de atividades de contemplação da natureza, através das caminhadas e passeios de barco. Possui rica avifauna – destacando o Amazona amazonica (Papagaio do Mangue ou “Curica”) como pássaro mais comum na ilha. Pode-se encontrar também botos (Inia geoffrensis), bichos preguiça (Bradypus infuscatus), além de diversas espécies de macacos de pequeno porte.

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade
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