Começam os trabalhos de campo do Programa Territórios Sustentáveis

03/08/2020 13h07 Por ASCOM

Nesta segunda feira (03) o Grupo de Trabalho (GT) do Territórios Sustentáveis iniciou as atividades do programa com palestras e orientações aos técnicos e produtores rurais da região do Xingu. O encontro foi no Parque de Exposições, onde também funciona o Sindicato dos Produtores Rurais de São Félix do Xingu.

De hoje até sexta-feira (7), as equipes irão a campo para visitas às propriedades rurais na área da primeira etapa do projeto, que compreende os municípios de Tucumã, Água Azul do Norte, São Félix do Xingu e Ourilândia, todos na faixa da PA-279.

Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Mauro O’de Almeida ressalta que “a estratégia do Governo do Estado não é só de repressão ao desmatamento, mas também um processo de indução das atividades econômicas produtivas do Estado, para que melhorem suas técnicas de atuação e também a regularização fundiária e ambiental. Nós esperamos que essa seja a virada de página do Pará, para uma economia sustentável e a diminuição do desmatamento”.

O programa foi bem recebido pelo setor produtivo na região do Xingu. Representantes do Sindicato dos Produtores Rurais de São Félix acreditam que a iniciativa vai mudar o comportamento de agricultores e pecuaristas.

A Política de Territórios Sustentáveis é um dos pilares do macroprojeto “Amazônia Agora”, cujo objetivo é garantir avanços econômicos e sociais no campo sem degradar a floresta. O GT do TS é formado por diversas secretarias e órgãos que tratam sobre o setor produtivo e ambiental do Estado, com a coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas).

O Secretário Adjunto de Recursos Hídricos e clima da Semas, Raul Protázio, é quem coordena o projeto e não tem dúvidas de que o programa será um marco na história do setor produtivo e do meio ambiente no Pará.

“Pela primeira vez o Estado vem, de maneira coordenada e focada, atuar no aumento do desenvolvimento econômico do interior do estado, de forma sustentável, ou seja, fazendo o produtor aumentar sua produtividade, aumentar sua renda, sem necessidade de degradar a floresta e abrir novas áreas de desmate”, destacou o adjunto Raul Protázio.

Para cumprir o compromisso com a economia sustentável, o Governo do Pará precisou alinhar de maneira estratégica as parcerias entre os órgãos que integram o Grupo de Trabalho.

“A Emater é a porta de entrada nos municípios. Nossos técnicos já estão preparados para fazer o atendimento aos produtores rurais e daremos todo o apoio técnico e produtivo, com ajuda também de tecnologias da Embrapa, para melhorar e qualificar ainda mais nossa produção”, ressaltou a presidente da Emater, Cleide Martins.

Além da Emater, outro importante órgão em atuação é a Adepará, que cuida da regularização do rebanho paraense. A área de atuação do TS, a PA 279, compreende a região com maior capacidade produtiva, com mais de dois milhões de cabeças de gado.

Diretor da Adepará, Jamir Macedo enfatiza as boas práticas.  “Nós queremos desmistificar e fazer entender que é possível produzir sem precisar desmatar. Para isso, também colocamos nossos técnicos no trabalho de campo”.

Nesta primeira semana de agosto, as equipes dos Territórios Sustentáveis visitarão as propriedades rurais da região, para fazer a divulgação do projeto e a inscrição dos produtores rurais interessados. Em seguida, haverá a análise dos documentos dessas propriedades, acesso mais rápido e fácil à regularização fundiária e ambiental.

Secretário adjunto de Gestão e regularidade ambiental da Semas, Rodolfo Zaluth explica que a regularização é a base do TS. “Toda essa busca pelo desenvolvimento sustentável passa pela regularização ambiental das propriedades rurais, então nós buscamos estratégias de regularização para tornar o trabalho mais transparente e célere.”

As inscrições para os Territórios Sustentáveis podem ser feitas pela internet, no site da Semas (www.semas.pa.gov.br). As inscrições presenciais acontecem desta segunda-feira (3) até sexta-feira (7), nos polos da Adepará e da Emater em São Felix do Xingu.

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