Governo instala o Conselho Estadual de Política Indigenista do Estado

11/11/2019 16h35 | Atualizado em 11/11/2019 16h38 Por ASCOM


O Governador do Estado instalou oficialmente, na manhã desta segunda-feira (11), o Conselho Estadual de Política Indigenista do Estado do Pará (CONSEPI/Pa). Cerca de 20 indígenas das etnias kaiapó, tembé e mundurucu vindos de várias localidades do Pará participaram do ato de instalação no Museu Emilío Goeldi.

O Ato iniciou com a interpretação do hino nacional pelo indígena Mocuca Kayapó, na língua Kayapó. As lideranças indígenas puderam falar sobre suas maiores necessidades e da possibilidade de ter diálogo com o governo, através do Conselho. Sérgio Muxi Tembé, representante da etnia tembé, falou que a principal necessidade da sua comunidade indígena, que fica na região de Paragominas, é a assistência à saúde. “É a primeira vez que temos uma conversa mais próxima com um governo. Acho bom para o meu povo. Nós temos costumes diferentes e queremos ser ouvidos como na área da saúde”, ressaltou.

O comitê que preside o conselho é liderado pela Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos, representado pelo secretário Rogério Barra, que falou sobre a valorização das políticas públicas voltadas para os povos tradicionais.

É de muita importância, temos que registrar o olhar sensível do governador que tem ouvido os indígenas. O conselho é inédito e abre o diálogo de forma democrática com as instituições, governo e assim vai potencializar as políticas públicas”.

Por fim, o Governador Helder Barbalho celebrou a importância da conversa com os povos indígenas. O compromisso é governar para todos. Temos mais de 70 mil índios que merecem ter acesso aos seus direitos. Queremos que o governo ouça todas essas demandas e juntos podemos construir políticas públicas para proteger e garantir direitos de todas as comunidades”.

O conselho é composto por 19 representantes, todos com direito a voto, 17 representantes dos povos e organizações indígenas. “A ativação do Conselho é mais um passo na estruturação de um governo que ouve, articula, coordena para depois propor políticas públicas de maneira interdisciplinar. Nesse sentido, festejamos que a comunidade indígena possa ter um fórum e nos ajude a propor políticas ambientais adequadas”, disse Mauro O’de Almeida, Titular da Semas.

Veja Também