Workshop direcionado a municípios pretende proteger a população de eventos extremos climáticos

10/06/2019 18h33 | Atualizado em 11/06/2019 10h23 Por ASCOM

Representantes das coordenadorias municipais e da estadual da Defesa Civil participaram do I Workshop de Monitoramento Hidrometeorológicos e de eventos críticos de focos de queimadas promovido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). O evento foi executado no Centro Integrado de Monitoramento Ambiental (Cimam), em Belém. A prioridade foi dada a municípios que apresentam séries históricas de eventos severos hidrometeorológicos e os que apresentam mais de focos de queimadas.

Os municípios de Acará, Augusto Corrêa, Barcarena, Belém, Bragança, Capanema, Conceição do Araguaia, Concórdia do Pará, Cumaru do Norte, Eldorado do Carajás, Floresta do Araguaia, Itaituba, Itupiranga, Ipixuna do Pará, Jacareacanga, Medicilândia, Moju, Novo Progresso, Óbidos, Oriximiná, Pacajá, Paragominas, Redenção, Santarém, Itupiranga, Bom Jesus do Tocantins, Santa Maria das Barreiras, Bannach e Água Azul do Norte foram relacionados entre os mais atingidos por esses eventos no Pará, pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SNPDC).

Segundo Saulo Carvalho, diretor de Meteorologia Hidrologia e Mudanças Climáticas (Dimuc), da Semas, um comparativo feito na instituição, com levantamento de dados do SNPDC, aponta que, em 2017, foram 81 eventos relacionados a chuvas e seca; em 2018, 168; e em 2019, de janeiro a junho, 107 casos, crescimento muito pronunciado. Dados que alertam a Semas, para trabalhar em conjunto com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e coordenadorias municipais.

“A maioria dos desastres naturais, no Pará, são de forma hídrica. Nos centros urbanos, enxurradas com alagamentos. Enchentes em cidades nas beiras dos rios atingem grande quantidade de municípios. E no final de períodos chuvosos são as secas, estiagens, que muitas vezes ocasionam focos de queimadas. A alta temperatura, a baixa umidade e vários dias sem chuvas são ingredientes fundamentais para ocorrência de queimadas. É um cuidado que devemos ter no monitoramento e qualificar os dados, para decisão mais acertada das coordenadorias municipal e estadual de defesa civil”, analisa o diretor da Semas.

O coordenador adjunto da defesa civil estadual tenente-coronel Jayme Benjó, ressalta que é
de fundamental importância que o Sistema de proteção e defesa civil no estado, seja estadual ou municipais, funcionem dentro da prevenção, preparação e mitigação. “Essas informações, objetos do workshop, nos possibilitam trabalhar de forma preventiva em regiões onde ocorrerem alagamentos e enchentes. Esses produtos nos possibilitam a tomar decisões para prevenir e mitigar o efeito desses fenômenos, que leva a perdas materiais e sofrimentos”.

Frank Baima, gerente de Monitoramento de Tempo, Clima e eventos extremos Hidrometeorológicos, disse que o workshop aproxima as defesas civis municipais da diretoria de Hidrologia e Meteorologia. “A importância de chamar os municípios para fazer esse treinamento, é que o próprio município consiga fazer esse monitoramento de queimadas. Nossa diretoria faz um monitoramento macro e nossa intenção é começar a fazer um monitoramento micro, por município, então a gente precisa dessa ajuda para combater essas queimadas irregulares. A capacitação deles para monitoramento hidrometeorológico dá um ganho de segurança para a sociedade”, informa.

Representante da defesa civil municipal do município de Augusto Correa, Lilielson Araujo, durante o treinamento, disse que estão procurando trabalho conjunto nessa esfera. “Os avanços são resultados da parceria entre a Defesa Civil e a Semas, que vêm fazendo tudo para que essas engrenagens trabalhem juntas”.

 

 

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