Fórum Paraense de Mudanças Climáticas debate redução da emissão de gases de efeito estufa

 

Belém, 19/12/18 – Contribuições para o aperfeiçoamento da Minuta da Política Estadual de Mudanças Climáticas estiveram entre os resultados dos debates entre representantes governamentais, comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas e representantes de Organizações Não Governamentais durante a VI Reunião Ordinária do Fórum Paraense de Mudanças Climáticas (FPMC), na quarta-feira (19), no Hotel Beira Rio, em Belém. O evento foi coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), juntamente com The Nature Conservance (TNC).

Dois workshops preparatórios para esta Reunião do FPMC foram realizados no mês de novembro. O primeiro foi direcionado a representantes do poder público e o outro voltado a indígenas e quilombolas. Ambos apresentaram o conceito e estratégias para o Desenvolvimento de uma Economia de Baixo Carbono no Pará.

A mesa de abertura da reunião esteve formada pela secretária adjunta de Recursos Hídricos e Clima, Verônica Bittencourt; pela vice-presidente do Centro Nacional de Seringueiros (CNS), Edel Moraes; pelo representante indígena, Doto Kayapó; das comunidades quilombolas, Silvano Santos; da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira (Aimex), Guilherme Carvalho; e pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Porto.

Integrantes de órgãos governamentais, indígenas e quilombolas também estavam presentes, entre eles o Ministério Público Estadual, Sistema de Vigilância da Amazônia, Sudam, Seduc, Sedeme, Banco do Brasil e Basa , Eletronorte, Iterpa, Museu Emílio Goeldi, Emater, Federação dos Povos indígenas do Pará, e as etnias Wai Wai, Mundurucu e Gavião.

A secretária adjunta da Semas enfatizou a importância de o Estado criar e instituir sua Política Estadual de Mudanças Climáticas, considerando a diversidade do nosso Estado. “ A efetiva atuação e o fortalecimento do Fórum é fundamental para o avanço do Estado nesta área”.

O diretor de Meteorologia, Hidrologia e Mudanças Climáticas da Semas, Antonio Sousa, apresentou um histórico das ações relacionadas ao tema mudanças climáticas e destacou a criação do Fórum Paraense de Mudanças Climáticas (FPMC), pelo decreto estadual no1.900/2009 e reinstituído pelo decreto estadual no.518/2012.

Doto Kayapó disse que os indígenas estão preocupados com a emissão de gases de efeito estufa, exploração do subsolo na mineração e da área florestal. “Queremos atuar em conjunto com o governo em áreas de garimpo, madeireira e no plantio de soja, feijão, arroz e outras culturas”, garante.

O representante dos quilombos destacou o esforço quilombola, para a redução da emissão de gases de efeito estufa e manter a floresta em pé.

Ascom Semas