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Filhote de peixe-boi resgatado está em tratamento para retornar ao habitat natural

 

Belém, 25/4/18 – Um filhote fêmea de peixe-boi, já batizada de Neguinha, foi resgatado depois de encalhar em uma praia na ilha dos Pombos e levada, pela pescadora que o encontrou, para a ilha da Conceição, também no município de Limoeiro do Ajuru, na região Tocantins. A moradora acionou o Batalhão de Polícia Ambiental de Belém, que comunicou o fato à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

A partir daí, um trabalho interinstitucional foi desenvolvido para o salvamento do animal, com parceria da Polícia Militar (PM) Fluvial de Abaetetuba, Instituto Chico Mendes para a Biodiversidade (ICMBio) e profissionais que atuam com mamíferos aquáticos.

O animal foi resgatado na ilha da Conceição, em lancha da PM, e encaminhada via rodoviária para o fiel depositário do animal, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha da Costa Norte do Brasil (Cepnor), do ICMBio, que funciona em instalações dentro da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), em Belém.

A gerente de fiscalização da fauna e recursos pesqueiros da Semas, Solange Chaves, classifica o trabalho como de grande esforço interinstitucional, para manter vivo um indivíduo de uma espécie ameaçada de extinção. “Todo o esforço da Semas está relacionado com a conservação da espécie”, avalia.

“O animal herbívero, que está de dois a três meses de vida, foi salvo pelo cuidado da moradora que colocou o peixe-boi em uma caixa d’água e o alimentou com leite e plantas aquáticas e pela chegada da equipe do socorro no tempo certo”, explicou a veterinária Doracele Tuma, do Grupo de Estudos Biológicos e Conservação de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (Bioma).

Coordenador do Cepnor, Alex Klautau orientou que o peixe-boi vai permanecer em tanque ou piscina, por cerca de dois anos. “Depois ele vai para o semicativeiro, monitorado, provavelmente no Parque do Utinga, até adquirir condições de ser solto no habitat natural, no local onde foi encontrado encalhado”.

Segundo a bióloga Tainá Miranda, a manutenção desse animal fêmea vivo favorece a reprodução quando voltar ao meio ambiente, no controle biológico das plantas macrófitas aquáticas – muito usadas na alimentação do peixe –  e também na participação da cadeia alimentar desenvolvida na vida aquática. “Agora, o passo seguinte é fazermos a medição e a pesagem para o acompanhamento necessário ao desenvolvimento do animal”.

Ascom Semas

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