Parque Estadual do Utinga recebe últimos retoques para ser reaberto ao público

Belém, 24/11/17 – O Parque Estadual do Utinga está quase pronto para ser reaberto ao público, com previsão de finalização da reforma da sua infraestrutura no 1º trimestre do próximo ano.  A visitação pública foi interrompida em abril de 2015 para o início das obras necessárias ao maior conforto dos visitantes do local e para desenvolvimento de um polo turístico onde está sendo investido cerca de 40 milhões de reais oriundos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e 6,2 milhões de verba da compensação ambiental. O principal objetivo do Parque é a proteção dos lagos Bolonha e Água Preta, que abastecem de água parte de Belém e do município de Ananindeua.

As informações são da palestra ‘Perspectivas do novo modelo de gestão do Parque Estadual do Utinga, que ocorreu na quinta-feira, 23, no auditório da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), promovida pelo Projeto Quinta Ambiental mensalmente, que debate assuntos de relevância socioambiental,l por meio da Diretoria de Ordenamento, Educação e Descentralização da Gestão Ambiental (Diored).  O palestrante, veterinário Júlio Meyer, gerente do Parque, faz parte do Instituto de Desenvolvimento Florestal e Biodiversidade (Ideflor-bio), instituição responsável pela gerência das Unidades de Conservação do Pará.

O gerente do Parque explicou durante a palestra que entre os problemas detectados no local destacam-se a pressão urbana no entorno da unidade, saneamento ambiental, segurança, pesca irregular, equipamentos de abastecimento público e a linha de transmissão, que alimenta o bombeamento da água feito pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) e atravessa a mata, com necessidade de poda das árvores, prejudicando o aspecto paisagístico da área.

A construção da infraestrutura para atender os usuários começa na entrada com o Pórtico do Parque e o Centro de Acolhimento, que dispõe ao visitante loja de souvenirs, um café, banheiros, estacionamento com 350 vagas, bicicletário, com aluguel de bicicletas e arborização com espécies nativas; do Mirante do Bolonha e do Centro Global de Gastronomia da Amazônia, que vai priorizar a culinária regional no cardápio oferecido; pavimentação de cerca de 4 km para caminhadas e uso de bicicletas e a reforma do Centro de Visitação, agora com área para exposição de cerâmica em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, dois trapiches e um café e ainda do Recanto da Volta – antigo Clube da Cosanpa –  com espaço de contemplação e área lazer.

Está firmado termo de Cooperação Técnica e Financeira entre o Ideflor-bio e a Secretaria de Turismo (Setur) para possibilitar a Chamada pública para contratação de Organização Social (OS) à gestão dos equipamentos turísticos e outro Termo de Cooperação Técnica com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) para Chamada Pública à gestão do Centro Global de gastronomia Amazônica. Contratação direta de empresa de limpeza e poda, higienização e postos de vigilância armada e regramentos para regulamentação de ecoturismo, manejo da vegetação e eventos esportivos, semelhante à recente disputa da Copa de Remo da Amazônia, realizada no lago Bolonha. Estão sendo autorizadas, além de caminhada e ações nas trilhas, atividades de stand up paddle e canoagem. “Nem tudo está parado. Nos últimos seis meses foram cerca de 10 mil visitas no Parque”, garante o gerente.

As trilhas, agora são nove: trilha do Macaco, do Água Preta, do Patauá, do Bolonha, do Acapu, da Castanheira, do Amapá, da Mariana e da Paxiúba. Um Aplicativo (APP) do Utinga está sendo criado com informação da extensão, tempo de duração do percurso, dificuldades e outros dados úteis aos interessados em percorrerem as trilhas.

Servidores da Semas, do Ideflor-bio e representantes das Organizações Não Governamentais (ONGs) Instituto Manguezal e Utinga Sustentável, que atua no bairro do Curió na coleta seletiva do lixo, estiveram presentes para falar sobre o cadastro para recolhimento de material reciclável disponível no Parque e absorção de mão de obra das comunidades que vivem no entorno da Unidade de Conservação.

A Unidade de Conservação de 1340 hectares, criada em 1993 para preservar os ecossistemas e a biodiversidade, proporciona lazer, desenvolvimento de atividades cientificas, turísticas e recreativas, além de proteger várias espécies da fauna e flora amazônicas.

Ascom Semas

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