Cop 23: Painéis instigam público sobre conteúdo da área do meio ambiente

Bonn, Alemanha, 14/11/17 – A Conferência Mundial do Clima, a Cop 23, teve prosseguimento na cidade alemã de Bonn, organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Paralelamente a Feira de Resultados, o Estado do Pará participa de painéis de debates protagonizados pelos Estados da Amazônia Legal, promovidos pelo Ministério de Meio Ambiente do Brasil (MMA); o Fórum dos Governadores da Amazônia Legal, Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (IPAM), o Fundo Amazônia/Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ), com o apoio da Embaixada Real da Noruega no Brasil, da Agência Norueguesa para Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (NORAD), do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ)  e do Banco Mundial. A programação é realizada no auditório do Museu de arte de Bom, sendo nominado Amazon Bonn

O governador do Pará, Simão Jatene, foi escolhido dentre os Governadores da Amazônia legal para representar o Fórum de Governadores da Amazônia Legal, compondo a mesa de abertura do evento, que teve José Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente do Brasil; Thomas Silberhorn, representante do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ);  Vidar Helgesen, Ministro do Meio Ambiente da Noruega; Kate Leeds, representante do Ministério de Energia e Mudanças Climáticas do Reino Unido; Cacique Raoni  Kayapó, Representante dos povos indígenas e pelo representante da sociedade civil e o diretor executivo do IPAM, André Guimarães.

Para Jatene, o desafio é permanente no sentido de construir uma sociedade justa e mais fraterna, onde homem e natureza convivam numa lógica permanente de construção. “Muito foi feito até aqui, mas, agora, precisamos ir além. E isso só será possível se todos compreenderem que a Amazônia tem um duplo papel: ao mesmo tempo em que ela deve prestar serviços ambientais em escala planetária, também deve servir de base material de vida digna para a população que ali vive”, disse.  O governador defendeu que é preciso que o sentimento de pertencimento coletivo seja incorporado nas práticas.

Vidar Helgesen, do Ministério do Meio Ambiente da Noruega, reconheceu os esforços dos estados da Amazônia Legal, das ONG’s e da Sociedade Civil Organizada, do setor produtivo e dos povos indígenas, no sentido de implementar políticas efetivas de combate ao desmatamento, reafirmando o compromisso da Noruega em apoiar os estados. Para   Thomas Silberhorn, do BMZ, o desenvolvimento sustentável somente será possível se trabalhado nas três dimensões: econômico, ambiental e ambiental, o que certamente trará os benefícios para a humanidade.

Um dos índios presentes no encontro, o Cacique Raioni pediu apoio ao MMA e aos governos do Pará e Mato Grosso, no sentido de não permitir que suas terras sejam diminuídas, abordando também a importância desses encontros, para buscar soluções que respeitem as diferentes formas de vida. “O modo de viver e de criar animais do índio é diferente de vocês, e nossos parentes também precisam ser conscientizados para não aceitar madeireiros e garimpeiros nas terras indígenas”, finalizou o cacique.

Após abertura, dois painéis foram realizados: Parcerias para o desenvolvimento sustentável da Amazônia e o equilíbrio climático; E desafios e oportunidades para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, ocasião em que os governadores e vice-governadores puderam apresentar as iniciativas dos Estados, para uma plateia atenta e curiosa. Participaram dos estados, representantes do Governo Federal, de iniciativas privadas; agentes financiadores (Noruega e Alemanha), e organismos internacionais.

 

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