Fórum de Governadores discute implantação de projetos na Amazônia Legal

Belém, 27/10/17 – “Já superamos a fase onde se comemorava qualquer projeto para a Amazônia. Sermos escolhidos já não nos basta. Queremos escolher os projetos para a Amazônia. É nesse sentido que nosso esforço conjunto, aumentando nossa voz e nosso coro, pode ser um importante e fundamental passo para a construção desse novo momento”. A afirmação, em tom de saudação pelo avanço das etapas de criação do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, foi feita pelo governador Simão Jatene durante reunião técnica realizada nesta quinta-feira (26), dentro da programação do 16º Fórum de Governadores da Amazônia, que nesta edição é sediado em Rio Branco, capital do Acre.

Governadores e vice-governadores dos nove Estados que compõem a Amazônia Legal, além do secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará, Thales Belo, participam do evento, que iniciou na manhã desta quinta, com reuniões das câmaras técnicas de meio ambiente, segurança, comunicação e de gestão, e marca mais um passo para a etapa final de formalização do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal.

Nesta semana, com a aprovação do projeto de lei que trata do tema pelas Assembleias Legislativas do Pará e do Tocantins, o grupo já possui número suficiente para ser formalizado. Apenas o Amazonas, que teve mudança recente da gestão do governo, está encaminhando o tema junto ao parlamento estadual.

O governador do Acre, Tião Viana, anfitrião desta edição do Fórum, agradeceu o bom quórum presente nas discussões técnicas e dos governadores para elaboração de documentos e estratégia para atuação em conjunto pela região. “Está muito claro para todos nós que apenas unindo forças podemos avançar e conquistar mais avanço, mais financiamento e mais investimentos nas mais diversas áreas, que é algo fundamental para nossa região”, destacou.

Para o governador Simão Jatene, o Fórum fortalece o reconhecimento dos próprios entes federativos que compõem a Amazônia em dedicar-se a atuar de forma conjunta, unindo-se através da diversidade da região para trabalhar pelo desenvolvimento sustentável conjunto.

“O país, mesmo sendo uma federação, ainda não soube como se valer da sua diversidade para reduzir a desigualdade. A Amazônia tem um duplo papel. E um deles é prestar serviços ambientais em escala planetária. Porém, isso só será possível se a Amazônia também for base de vida digna para a população que vive na região”, destacou.

Representando o ministro do Meio Ambiente, o secretário de Mudanças Climáticas do MMA, Everton Lucero, afirmou que o ministério tem buscado aperfeiçoar e aproximar o diálogo com os Estados e municípios da Amazônia, para fortalecer uma mensagem mais coesa. “A nossa causa é comum e a mensagem do país precisa ser comum, de que o governo federal e os estados estão juntos. Essa mensagem precisa ser clara. Temos consciência de que a floresta amazônica presta serviços ambientais para a humanidade, como servir de estoque de carbono, manter a conservação da biodiversidade, gerar acúmulo de conhecimento de comunidades tradicionais, entre tantos outros. E esses serviços precisam ser devidamente valorados e reconhecidos. Queremos que o mundo reconheça e saiba que a manutenção da floresta só é possível com desenvolvimento sustentável”, destacou Lucero.

O governador Confúcio Moura, de Rondônia, destacou que a criação do Consórcio para ações conjuntas é fundamental para o desenvolvimento da Amazônia. “O Pará, por exemplo, tem uma das melhores tecnologias na área de meio ambiente, para monitoramento. E esse serviço pode ser compartilhado, pois é um modelo. Temos que usar nossas forças em cada área para trabalharmos em conjunto e deixarmos de ser submissos. A Amazônia precisa ser mais ousada, mais indisciplinada”, destacou o governador.

Por Agência Pará

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