Semas reúne com comunidade para discutir encerramento do Aterro Sanitário de Marituba

  

  

Belém, 18/07/2017 – O Governo do Pará, representado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), reuniu nesta terça-feira (18) com representantes de comunidades do entorno do Aterro Sanitário de Marituba. A reunião aconteceu no auditório do Instituto de Ensino de Segurança Pública do Pará (IESP), sendo que o encontro foi resultado de solicitação dos moradores da região. Participaram da reunião o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Luiz Fernandes Rocha, o secretário de Estado de Saúde Pública, Vítor Mateus e outros representantes de órgãos públicos.

Na ocasião, foi anunciado o contrato feito pela Semas com a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa – FADESP, publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (18), para prestação de serviços de estudo, avaliação e identificação de possíveis áreas contaminadas, geradoras de passivos ambientais, a serem executados no âmbito da Central de Processamento e Tratamento de Resíduos Urbanos, em Marituba. “A Universidade Federal do Pará fará pesquisas, principalmente de investigação ambiental. O objetivo é verificar se há uma contaminação ou exposição das pessoas a contaminação, enfim, um monitoramento”, disse o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Luiz Fernandes Rocha.

O trabalho subsidiará um novo modelo de destinação dos resíduos sólidos que substituirá o atual Aterro Sanitário, responsável pelo tratamento dos resíduos oriundos da Região Metropolitana de Belém. O titular da Semas deixou claro que o Estado está fazendo todo o possível para gerenciar a situação e reiterou que o aterro será desativado o mais breve possível. Nesse contexto, um estudo de viabilidade técnica será imprescindível. “Por meio deste estudo, a universidade vai orientar tecnicamente o caminho que o governo deve tomar e, consequentemente, assumir o compromisso de encerrar o aterro sanitário de Marituba. Este estudo, além de fazer a correção do atual aterro, vai determinar qual é o modelo que o governo do estado tem que seguir”, enfatizou Luiz Fernandes.

Um dos responsáveis pelo estudo, avaliação e proposição técnica de projeto de controle da disposição dos resíduos sólidos será o professor Mário Russo, que faz parte da equipe da UFPA e é especialista em Plano Estratégico para Resíduos. Natural de Portugal, Mário foi vice-presidente da Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental (Apesb) e coordenador do Grupo de Resíduos da Apesb (Grapesb), tendo sido representante de Portugal na International Solid Waste Association (ISWA), associação do setor dos resíduos, parceira da Organização das Nações Unidas na área dos resíduos e das Alterações Climáticas. “O objetivo do trabalho é encontrar um diagnóstico preciso, nós não podemos trabalhar com palpites. Temos que ter uma análise concreta. Vamos analisar o que está acontecendo, estudar o projeto e as operações até encontrarmos todas as anormalidades do empreendimento”, garantiu Mário Russo. De acordo com ele, o aterro não está sendo operado de forma correta. Portanto, são necessárias ações imediatas. “Não é chegar e dizer: nós vamos trabalhar e, ao fim de seis meses, vamos fazer o diagnóstico. A ideia não é essa. A ideia é, conforme as equipes estejam trabalhando, as medidas sejam implementadas. Vamos propor e fiscalizar”, ressaltou o professor.

Catadora de materiais recicláveis, Nádia da Luz participou da reunião. “O resultado aqui foi muito bom porque a gente está incluído no processo. É importante os professores que têm toda essa teoria pegar conosco a prática que já temos. Então, o que eles estão fazendo agora está sendo excelente”. Representante do fórum permanente que pede a saída do aterro Sanitário de Marituba, Hélio Oliveira também participou ativamente do encontro. “Nós queríamos ouvir o próprio estado e a Universidade Federal do Pará sobre aquilo que eles estão fazendo de melhoria no local. O governo já apresentou uma comissão pra buscar o estudo de uma outra área. Esperamos que o governo, junto com essa comissão e com a intervenção, consiga dar um resultado positivo”, disse.

Colegiado

A parceria visa unir forças junto aos profissionais do colegiado que está gerenciando o aterro, agregando especialistas da área para corrigir problemas que vem sendo identificados pelo órgão ambiental no funcionamento do empreendimento. Nomeado no final de abril pela justiça, o colegiado tem três interventores. Um deles, Wagner Almeida abordou os recentes avanços, tais como a cobertura dos resíduos expostos e lagoas de acúmulo de chorume, diminuição da frente de descarte de lixo, início da impermeabilização do aterro com manta sintética, verificação de obras corretivas do aterro e alguns dos resultados observados desde o começo do trabalho dos interventores. A intervenção foi realizada para que as obras necessárias ao empreendimento fossem realizadas e para corrigir as inconformidades encontradas pela Semas no funcionamento do aterro. O trabalho é constante até que as outras situações identificadas, como o chorume acumulado em lagoas adicionais e o forte odor sejam resolvidos. Fiscalizações diárias também são realizadas por técnicos da Semas e todos os relatórios estão disponíveis no site do órgão ambiental – https://www.semas.pa.gov.br/.

Ascom Semas

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade
Travessa Lomas Valentinas, 2717, CEP: 66093-677. Belém/Pará