Encapsulamento de rejeitos é solução indicada para mineradoras na construção de barragens

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Belém, 30/03/17 – Uma palestra realizada no auditório da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) nessa quinta-feira, 30, buscou explicar as causas do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (Minas Gerais), controlada pela empresa Samarco Mineração S.A. O acidente é considerado o maior desastre socioambiental da história brasileira e do mundo envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total de 62 milhões de metros cúbicos despejados e 17 mortes. A referência tem a finalidade de evitar que acidentes dessa proporção ocorram no Pará, com utilização de engenharia adequada.

Engenheiro civil e professor, Alberto Ortigão, diretor técnico da empresa de engenharia geotécnica e estrutural  Terratek, explicou o que deu errado no projeto da mineradora Samarco. Ele disse que há necessidade de fazer uma verificação na drenagem e tomar providências para que esse tipo de acidente não ocorra mais. “Para isso, é necessário que a instrumentação e monitoramento das barragens existentes sejam melhorados. Foi exatamente o que propus aqui, através de sismógrafos e sistemas de automação, para que esses dados sejam analisados automaticamente. Isso é absolutamente necessário”, destacou.

O professor tem alguns projetos que propõem possíveis soluções para esses casos. Uma dessas propostas é o encapsulamento de rejeitos em bolsas geossintéticas de grandes dimensões (50m de comprimento; 18m de largura; e 2,5m de altura). Ainda de acordo com o engenheiro, o objetivo é colocar o rejeito dentro dessas bolsas, que são totalmente permeáveis. “Quando a água sair, só vai sobrar um tijolo, ou seja, não tem a menor possibilidade de acontecer um acidente ambiental porque o material fica bastante resistente”, garantiu.

Durante a palestra, Ortigão ressaltou que a água que sai do recipiente é tratada, de forma que fique totalmente limpa, podendo ser reaproveitada no processo. Para ele, essa é uma solução para muitas mineradoras e ainda evita a possibilidade de outro acidente como o de Mariana. Ele disse que “não podemos deixar que o que aconteceu na Samarco se repita, esse é o principal objetivo”.

Ascom Semas

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