Mulheres ocupam posições de liderança na Semas

Belém, 08/03/2017 – A data 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é uma celebração à força e à determinação de todas as mulheres que, depois de muitos anos lutando por igualdade, hoje ocupam lugares de destaque na sociedade. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) reconhece a importância dessa homenagem e, principalmente, do trabalho das mulheres.

O órgão ambiental do estado possui um total de 762 servidores, dos quais 378 são mulheres, que se somam a 384 homens. Mais da metade dos cargos de chefia, nas diretorias, coordenações e gerências, é ocupada por mulheres, que estão, cada vez mais, acumulando responsabilidades. A Semas é um dos bons exemplos onde elas conquistam o próprio espaço no mercado de trabalho.

Lília Márcia, da Gerência de Cadastro, Transporte e Comercialização de Produtos e Subprodutos Florestais (Gesflora), da Diretoria de Gestão Florestal (Dgflor), é uma das mulheres que se destacam dentro da secretaria. Ela é gerente, contadora e faz pós-graduação em Gestão, Auditoria e Perícia Ambiental. Lília é casada e tem dois filhos, e precisa conciliar as obrigações pessoais com o sucesso profissional. “Em casa, eles reclamam, mas sabem que é o meu trabalho e é o que gosto de fazer, então me dão apoio. Quando você faz o que gosta com amor, tem resultado”, disse.

A Semas também tem servidoras que trabalham no órgão desde que foi criado. Um exemplo é a Regina Magno, que é uma das mais antigas da secretaria. A funcionária lembrou: “eu trabalhei oito anos na Gerência de Treinamento e Desenvolvimento (GTD), e foi uma experiência muito boa porque o nosso trabalho ganhou visibilidade por conta do que nós desenvolvemos para os servidores na área de capacitação, de treinamento e de eventos. Não existe nada melhor para um profissional do que ser reconhecido pelo trabalho”.

Hoje, Regina faz parte da Diretoria de Recursos Hídricos (Direh) da Semas e contou que, para ela, a principal característica que influencia nas conquistas no ambiente de trabalho é a competência das mulheres, seguida pela confiabilidade, responsabilidade e a firmeza na gestão. No entanto, a mulher ainda sofre preconceitos no trabalho, marcado por uma maioria masculina. As diferenças salariais, que persistem, e a discriminação com a mulher pela condição feminina foram outros pontos enfatizados pela servidora.

Profissionais – Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), em 2004, havia 12,5 milhões de trabalhadoras com carteira assinada, número que quase dobrou em 2014, chegando a 21,4 milhões. Apesar disso, existe um abismo no que diz respeito ao tipo de ocupação, cargos e salários. Por exemplo, as mulheres são maioria nas funções ainda consideradas femininas e que pagam menos, como o trabalho doméstico, tarefa ocupada por seis milhões de mulheres, 92% do total das pessoas que exercem essa profissão.

Embora exista um contexto social polêmico nesse aspecto, a Semas emprega mulheres pela capacidade e comprometimento com o órgão. Um exemplo é Gabriela Rodrigues, diretora de Gestão Florestal e Agrossilvipastoril, outra mulher que se destaca na secretaria. Gabriela é responsável por planejar, coordenar, executar e orientar o licenciamento ambiental e os demais atos autorizativos das atividades de cadastro, controle de transporte e comercialização de produtos florestais. Ela também coordena atividades de ordenamento ambiental e apoia a pesquisa e a  implantação de outros instrumentos de gestão ambiental.

Além de desenvolver as funções com eficiência, Gabriela também comercializa sobremesas, chamadas “tortinhas da Gabi”, uma atividade que ela descobriu depois de se tornar mãe. “Meu filho teve alergia à proteína do leite e tive que procurar formas de cozinhar coisas que ele pudesse comer. Como eu estava de licença maternidade, decidi fazer uma busca pelo bolo perfeito. Sou engenheira química, então testei e adaptei várias receitas até ficarem com um sabor que eu gostasse. Hoje em dia, posso dizer que uso uma receita que é minha e é muito bem aceita”, explicou.

Quanto ao mercado de trabalho, Gabriela contou que já sofreu preconceito por ser mulher, e acha que esse preconceito está enraizado na sociedade, em todas as esferas. Avaliou que “a gente precisa mostrar capacidade em dobro, provando que sabe e sendo melhor que os homens para alcançar destaque. Às vezes, somos julgadas pela idade, aparência ou apenas por sermos mulheres. Infelizmente, é uma coisa que ainda vai durar muito tempo porque, além de uma questão de consciência, é cultural. Eu acho que a gente tem que continuar lutando para garantir ainda mais direitos”.

Ascom Semas

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