Oficinas sobre projeto de mineração na Volta Grande do Xingu reúne cerca de 1.200 pessoas

Altamira, 13/01/2017 – Cerca de 1.200 pessoas compareceram às Oficinas participativas promovidas pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) e a empresa Belo Sun Mineração esta semana, que teve como objetivo tratar sobre o projeto de mineração de ouro na região Xingu, chamado de ‘Volta Grande’. O evento iniciou na quinta-feira (12), sediado na Vila da Ressaca e finalizou nesta sexta-feira (13), na sede do município de Senador José Porfírio.

No segundo dia de evento a dinâmica de dividir os participantes em grupos de trabalho para proporcionar um ambiente colaborativo, de diálogo e construção com a comunidade continuou rendendo frutos. Ao todo haviam 6 salas com os temas: projeto Volta Grande, Desenvolvimento Local, Capacitação e Trabalho, Territórios e Comunidades, Meio Ambiente e Sustentabilidade e Comunidades Indígenas. Cada sala contou com um moderador de debates, representantes da empresa e um técnico da Semas para ajudar a esclarecer dúvidas.

A ação também contou com uma Feira de Oportunidades, onde foram montados estandes de serviços oferecidos pela comunidade local, como venda de artesanato promovido pela Associação de Mulheres do município de Senador José Porfírio e venda de alimentos, no estande dos Produtores Rurais. A Secretaria de Meio Ambiente do município de Senador José Porfírio (Semat) também esteve presente distribuindo panfletos e informativos sobre as ações do órgão ambiental local.

O Secretário Adjunto de Gestão de Regularidade Ambiental da Semas, Thales Belo, esteve presente junto à equipe do órgão ambiental participando de toda a ação e se dividiu para poder acompanhar um pouco de cada grupo de trabalho e atender o máximo de pessoas possível. Para ele, “ações como essa proporcionam uma proximidade à comunidade que está sendo afetada por um empreendimento. Isso é fundamental para que a Semas, enquanto órgão licenciador, possa averiguar os questionamentos levantados e usar como subsídio durante o processo de licenciamento ambiental”.

Além da Semas, técnicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará (Sedeme) também participaram das oficinas. Marjorie Neves, coordenadora de Desenvolvimento Socioambiental na Mineração, esteve participando do grupo de trabalho sobre Desenvolvimento Local e explicou que um dos principais pontos levantados foi a necessidade de apoio ao produtor rural. “Foi identificado uma grande demanda em relação ao incentivo e ajuda no desenvolvimento da agricultura familiar, o apoio à produção rural. Além disso, também foi solicitado o acompanhamento a execução das ações da empresa e condicionantes ambientais e notamos uma preocupação dos participantes relacionados ao legado que será deixado na comunidade. Mas de forma geral a dinâmica proposta nas oficinas participativas foi bastante positiva, conseguimos esclarecer muitas dúvidas e pensamentos errôneos”, comentou.

O indígena Eliedson Souza, da etnia Xavante, é morador da região chamada ‘Garimpo do Galo’, que está entre as áreas de influência direta do projeto, e explica que vive ali há 36 anos aguardando o desenvolvimento da região. “O empreendimento é complicado, mas a esperança é que as coisas melhorem e a gente consiga se beneficiar disso e desenvolver nossa comunidade”. Cipriano Lima, comerciante e agricultor da Vila da Ressaca, concorda com o indígena. “No início ficamos com receio porque não sabíamos como iríamos ser afetados. Mas depois de todas as reuniões e com essas oficinas, a empresa e a Semas nos passaram segurança de que tudo vai dar certo, foram muito atenciosos e conseguimos ser ouvidos. Nossa comunidade é muito carente, precisamos de desenvolvimento.”

De acordo com o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima) do empreendimento, durante os 12 anos de vida útil do projeto a produção média anual será de 5 toneladas de ouro, o equivalente a 150 mil onças de ouro, com possibilidade de expansão devido ao grande potencial minerário da região. Para Mauro Barros, diretor geral da Belo Sun, apresentar esses dados e explicar o projeto para a população é fundamental, e foi o principal foco das oficinas participativas. “Os dois dias de evento foram muito produtivos, a comunidade compareceu em peso e participou ativamente, fizeram questionamentos pertinentes e tentamos esclarecer tudo, acredito que todos saíram satisfeitos. O próximo passo agora é esperar o aval da Semas com relação à Licença de Instalação.”

O projeto Volta Grande, da empresa Belo Sun Mineração possui Licença Prévia da Semas desde 2014. Todas as considerações e encaminhamentos resultantes das Oficinas serão encaminhados para a Semas via relatório, e poderão ser utilizados como subsídio nos pareceres técnicos a serem emitidos no processo de licenciamento ambiental, durante a avaliação de concessão da Licença de Instalação do empreendimento – necessária para que a Belo Sun possa iniciar a implantação do projeto na região.

Ascom Semas

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