Ferramentas de gestão ambiental são apresentadas a embaixada dos EUA

Belém, 29/11/2016 – As ações e os dispositivos de gestão ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Programa Municípios Verdes (PMV) e Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) foram temas de reunião com membros da embaixada dos Estados Unidos da América (EUA). O objetivo foi explicar como o Pará tem avançado na busca pela sustentabilidade com as ferramentas implantadas nos últimos anos, em encontro realizado na sede da Coordenadoria de Relações Internacionais (Cori) do governo, nesta segunda-feira (28).

Thales Belo, secretário adjunto de gestão e regularidade ambiental, enfatizou o objetivo da Semas de tornar públicas as suas informações ao explicar como funcionam o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Programa de Regularização Ambiental (PRA), o Sistema Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental (Simlam), a Lista do Desmatamento Ilegal (LDI) e o Portal da Transparência. Na oportunidade, o secretário também deu destaque as iniciativas do Pará que olham para o futuro da sustentabilidade, como os boletins de queimadas, o Sisflora 2.0 (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais) e o Pregeed (Programa de Redução de Emissão de Gases do Efeito Estufa Provenientes do Desmatamento e da Degradação Florestal).

A gestão participativa com apoio da sociedade também foi apresentada a partir do aplicativo Governo Digital, no qual cidadãos podem denunciar irregularidades ambientais, evitando desmatamentos, queimadas e ajudando a resolver dilemas com ajuda dos paraenses. Sobre a descentralização da gestão ambiental, Thales Belo também falou sobre as caravanas ambientais de capacitação da Semas, que tem ajudado os municípios a exercerem com autonomia a gestão nas  cidades. Dos 144 municípios do estado, 107 já são aptos a fazer a gestão independente.

Parcerias com órgãos como a ONU Habitat e a importância da Assessoria de Inteligência de Segurança Corporativa da Semas (Aisc) também foram assuntos do debate com os membros da embaixada dos EUA. Houve ainda espaço para relatar as experiências bem sucedidas em ações policiais que coibiram crimes ambientais e prenderam criminosos – cinco delas realizadas no último ano. “Nosso trabalho contempla várias áreas de atuação com investimentos em tecnologia e inteligência, fazendo a socioeconomia e a regularidade ambiental caminharem juntas, com internalização, integração e sustentação “, avalia Thales, que também demonstrou todo o sistema organizacional de setores da Semas.

Gerando benefícios ambientais, sociais e econômicos, o Ideflor-Bio atua na proteção das terras e na regulamentação do acesso as áreas florestais no estado. O instituto teve suas metas e resultados expostos pelo presidente Thiago Valente, que explicou como funcionam a arrecadação de fundos, o apoio aos pequenos produtores e as causas sociais do trabalho do Instituto. Juliane Moutinho, coordenadora de gestão ambiental do PMV, também apresentou as diretrizes do Programa, que tem mais de 100 municípios cadastrados e 15 com o selo de Município Verde.

A equipe da embaixada dos EUA se demonstrou impressionada com o empenho que está guiando o funcionamento das ferramentas do estado. Randy Fleitman, diplomata recém-chegado ao Brasil, considera esse tipo de encontro de extrema relevância. “Os Estados Unidos e o Brasil enfrentam os mesmos desafios em relação ao combate de más práticas ambientais, emissões de carbono e mudanças climáticas. Precisamos trabalhar juntos desenvolvendo políticas que façam jus aos acordos que fizemos em Paris (na COP-21). O compromisso do Brasil e do Pará com o desmatamento líquido zero deve ser protagonista dessas ações e foi muito bom vir aqui para aprender sobre os esforços do estado. Estou mais esperançoso após conhecer tudo sobre esse trabalho árduo”, conta ele que tirou muitas dúvidas durante a reunião sobre os sistemas implementados.

Participaram ainda os assessores Maria Theresa Shlaudeman, Joshua Edington, David Fangergreen e o diplomata Hady Elneil, o secretário adjunto de gestão administrativa e tecnologias, Claudio Lima e o diretor de tecnologia da informação, Cássio Rodrigues, além da anfitriã Larissa Chermont, coordenadora de relações internacionais do governo. A atividade faz parte da vontade da Semas e do governo do Pará em trocar experiências, conhecimentos e expertise sobre a administração dos recursos naturais e da Amazônia. Recentemente, membros do governo da Indonésia também tiveram a chance de conhecer o trabalho que o Pará desenvolve.

Ascom Semas

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