Programa visa territórios e população impactados por grandes projetos

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Belém, 15/7/16 – O Programa de Formação em Socioeconomia teve início nesta quinta-feira (14), no auditório da escola de Governança Pública do Pará (EGPA), com o primeiro workshop – de uma série de seis que ocorrerão até o final de setembro, direcionados à criação de uma metodologia de desenvolvimento de territórios impactados por grandes empreendimentos. O Programa é resultado de parceria entre o governo do Pará, o Instituto Dialog e a ONU-Habitat, que coordena atividades dentro do sistema Nações Unidas, em intercâmbio global de informações sobre moradia e desenvolvimento sustentável em assentamentos humanos.

O público-alvo formado por integrantes do setor público integrados com o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema) e outros órgãos envolvidos com a socioeconomia na implantação de grandes empreendimentos estavam presentes no evento, entre eles a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Sedeme, Sedap, Iterpa, Ideflor-Bio, Seduc e Sespa.

Sérgio Marcondes, vice-presidente do Instituto Dialog, deu ênfase ao desenvolvimento sustentável de territórios nos aspectos socioeconômicos e a inclusões de grupos vulneráveis em áreas de implantação de grandes projetos. Para o Instituto, os impactos socioeconômicos são medidos pelas mudanças observadas nos habitantes nas relações sociais e culturais, nos meios produtivos e de acesso à renda, à infraestrutura e serviços públicos de qualidade, nas relações familiares e comunitárias, entre outras características percebidas. “As questões subordinadas aos cronogramas tradicionais de licenciamento e obra têm gerado resultados insuficientes na gestão das transformações do território. Onde o contexto social é mais sensível, os impactos têm resultados drásticos para o modo de vida das pessoas”, destaca.

O engenheiro eletricista e professor de pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Emílio La Rovere, palestrou sobre energia e meio ambiente, especialmente sobre planejamentos energético e ambiental e desenvolvimento sustentável. Ele destacou que prevenir impactos no meio ambiente tem custo muito menor do que remediar e, por isso, empresas devem atuar com boas práticas ambientais gerando empregos na implantação dos projetos.

 

Ascom Semas

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade
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