1º Curso de anatomia e identificação macroscópica de madeira capacita técnicos na Semas

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Belém, 14/04/2016 – A capacitação de servidores para uma análise visual de espécies florestais está entre os principais objetivos da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) ao realizar, esta semana, o 1º Curso de Anatomia e Identificação Macroscópica de Madeira. Promovido em parceria com o Instituto Florestal do governo de São Paulo, o curso teve início na segunda-feira (11) e o encerramento será nesta sexta-feira (15).

Partes teórica e prática estão sendo desenvolvidas no curso, durante esses cinco dias, ministradas por especialistas no assunto. A proposta é capacitar os técnicos que trabalham diretamente com apreensão de madeira a diagnosticarem os tipos e espécies florestais, abordando a análise anatômica e macroscópica da madeira – visíveis pelas funções sensoriais humanas, como o plano de corte, as disposições distintas, a cor, o brilho, entre outras características madeireiras.

Além disso, o curso atende demanda de intensificação à fiscalização. Durante esse processo, é necessário identificar e quantificar a madeira transportada e comercializada, na checagem se o produto está compatível com as informações que constam no Documento de Origem Florestal (DOF) ou se é madeira ilegal. Para que o ilícito seja comprovado, há necessidade de análise técnica, ou seja, identificação das madeiras e elaboração de laudo técnico, realizados somente por especialistas.

Com o intuito de simplificar o procedimento de análise, a ação também teve como foco instruir os técnicos a utilizarem microscópicos digitais, que possibilitam o envio de imagens via internet para os especialistas, tornando possível a análise em tempo real e agilidade no processo de apreensão de madeira ilegal. O objetivo é que ao final do curso os servidores capacitados se tornem multiplicadores dos conhecimentos adquiridos e os empreguem no combate ao transporte e comercialização de madeira ilegal no Pará.

O curso faz parte do projeto São Paulo Amigo da Amazônia, que visa conter o desmatamento do norte no país a partir de ações no estado que evitem o consumo ilegal de madeira.  Participaram da ação servidores das diretorias e Unidades Regionalizadas (UREs) da Semas, além de representantes do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), Delegacia de Meio Ambiente (Dema), Ministério Público Federal (MPF) e Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio).

Denison Miranda, engenheiro florestal da URE de Paragominas, enfatizou que o aprendizado fornecido pelo curso é fundamental. “É uma grande contribuição no conhecimento que será aplicado, pois em campo podemos nos deparar com uma situação onde temos que analisar profundamente uma carga e isso só é possível através dessa análise macroscópica. Não teremos nenhum outro instrumento para identificar a espécie, precisaremos fazer o cruzamento de informações visuais com o que consta no documento, e assim constatar se está dentro da legalidade”, explica.

Sandra Florsheim, especialista do Instituto Florestal de São Paulo e palestrante, explicou que, muitas vezes, em campo, consta no documento do material apreendido apenas um tipo de madeira, quando na realidade há vários tipos. “A capacitação dos especialistas para que possam identificar esse material no olhar, através da análise macroscópica, evita que esse tipo de artimanha aconteça”, finaliza.

Ascom Semas

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