Energia elétrica firme vai ser implantada em março no Marajó

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Belém, 27/02/16 – Municípios do arquipélago do Marajó vão receber, no final do mês de março, energia elétrica limpa e firme, por meio de cabos subaquáticos, em substituição à luz produzida por termoelétricas – que poluem o ar com ao queimar combustível fóssil (óleo diesel), submetem os moradores  da região a frequentes racionamentos e ainda expõem o meio ambiente a risco de acidentes causados pelo transporte desse combustível pelos rios. Os benefícios ambientais, econômicos e sociais atingirão inicialmente Ponta de Pedras, Soure e Cachoeira do Arari e depois, gradualmente, chegará a Salvaterra, Santa Cruz do Arari, Anajás, Chaves, Muaná, Afuá e São sebastião da Boa Vista.

Uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), responsável pelo licenciamento ambiental da obra, acompanhou, na sexta-feira (26), o lançamento dos cabos subaquátios no leito da Baía de Vila do Conde, iniciado em Ponta de Pedras vai até a praia do Caripi, no município de Barcarena, em 17 quilômetros de travessia. O sistema subaquático aplicado pela Celpa é pioneiro no Pará e será conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN): dois cabos subaquáticos conectarão as subestações da fornecedora de energia de Barcarena com a de Ponta de Pedras, no Marajó.

O navio-balsa Bravante VIII está fazendo o lançamento dos dois cabos de 17 km cada um. A embarcação originalmente feita para trabalhar em plataformas petrolíferas foi adaptada para esse serviço com essa carga onde cada metro pesa em torno de 30 quilos e vida útil em torno de 40 anos. A bordo do navio, o responsável pela operação de lançamento do cabo, Pedro Bom, informou o navio lança cerca de 500 metros de cabo por hora e na sexta-feira (26) já estavam submersos 8 km do cabeamento. A chegada na praia do Caripi está prevista para a segunda-feira (29). O responsável pela obra completa, o engenheiro eletricista, Carlos Granata, disse que “a conexão e consequente funcionamento dos circuitos deverá ocorrer dia 28 de março”.

Augusto Nazaré, engenheiro florestal e agrônomo da Gerência de Projetos de Energia, Parcelamento do Solo e Saneamento, da Semas, um dos analistas dos estudos da Celpa no pedido de licença de instalação, considera que na tecnologia de cabos submersos não contamina o meio ambiente e não é obstáculo à navegação e “se acontecer qualquer fissura nos cabos, o sistema desliga-se automaticamente”.  Os engenheiros Paulo Altieri, da Semas, e Beatriz Quanz, da Celpa, também estiveram presentes no acompanhamento dos serviços. A equipe recebeu apoio na operação do Grupamento Fluvial de Barcarena, do 14º Batalhão da Polícia Militar, comandado pelo tenente coronel Mauro Andrade, e a lancha pilotada pelo cabo Nahum.

Desenvolver a região Marajó é uma das prioridades do governo do Pará no combate à pobreza. Incentivos fiscais vão atrair empreendimentos turísticos, por exemplo, para o local vocacionado para essa atividade. As usinas térmicas serão desativadas com a operação dos cabos e outras obras de novas subestações e linhas de transmissão para geração de energia de qualidade. O mesmo cabo subaquático implantará uma estrutura de fibra ótica que interligará o Marajó à internet. A população beneficiada em todo o arquipélago está em torno de 450 mil habitantes.

Ascom Semas

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