Mitos e verdades na transmissão da Zika e após contaminação discutidos em Belém

Belém, 12/02/16 – Esclarecer o que é verdade ou apenas especulação sobre o vírus Zika, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, foi a principal finalidade do evento “4 horas de Zika: Mitos e Verdades”, na quinta-feira 11, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. Profissionais da saúde, das redes públicas e privadas, além de acadêmicos de medicina e enfermagem compareceram no local.

O evento foi criado pela Academia Brasileira de Neurologia e as Sociedades Médicas de Infectologia, Pediatria, Neurologia, Radiologia e Patologia Clínica, com o apoio do governo do Estado do Pará, por intermédio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e Universidade do Estado do Pará, além de hospitais militares e da Secretaria de Saúde de Belém (Sesma).

Os participantes tiveram a chance de tirar dúvidas e discutir sobre os meios de prevenção, controle e tratamento do vírus. Médicos esclareceram as formas de contaminação, ressaltaram que qualquer informação deve ser analisada com cautela e reforçaram os cuidados que os médicos precisam ter ao diagnosticar um paciente com suspeitas da doença, entre outras precauções.

Zika – O vírus foi descoberto em 1947 na Floresta de Uganda chamada de Zika. Em 1952 foi encontrado em humanos na África. Em 2007 detectado na Micronésia e em 2013 na Polinésia Francesa.

No Brasil foi confirmado o primeiro caso em 2015 na Bahia. O período de incubação é de 3 a 12 dias e o tempo de doença de 4 a 7 dias. Observa-se que a transmissão inicia antes do aparecimento dos sintomas. Essa transmissão é vetorial – picada do mosquito -, sexual e por transfusão de sangue. Os exames de laboratório específicos devem ser realizados até 4 ou 5 dias depois do aparecimento da doença.

Atualmente, os exames estão sendo feitos em cinco laboratórios públicos (Evandro Chagas/Pará, Fiocruz de Pernambuco e Rio de Janeiro, Paraná e em São Paulo). Não há vacina nem medicamento específico para tratamento e é doença de notificação compulsória, para entendimento dos casos no Estado e no Brasil.

Ascom Semas

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