Audiência pública em Brasília debateu solução de problemas causados por naufrágio com bois em Barcarena

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Belém, 18/12/15 – Uma audiência pública com a finalidade de discutir os impactos econômicos, sociais e ambientais produzidos no Polo Industrial de Barcarena, especialmente, pelo naufrágio do navio Haidar, dia 6 de outubro, que estava atracado no porto de Vila do Conde, no município de Barcarena, com cinco mil bois vivos, que iriam para o mercado internacional, foi promovida pela Comissão de Integração Nacional, desenvolvimento Regional e da Amazônia, na terça-feira (15), na Câmara dos Deputados, atendendo requerimento do deputado Arnaldo Jordy. O secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental, Thales Belo, representou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) no encontro.

No decorrer da audiência também foram discutidas as providências assumidas no Termo de Compromisso assinado pelos ministérios públicos do Pará e Federal, companhias paraenses de Desenvolvimento Econômico e de Habitação e ainda o Instituto de Terras do Pará, para ajustes na consulta aos moradores da área do distrito industrial no processo de remanejamento da população atingida pelo acidente. Essa atuação também terá a participação da Semas, Companhia Docas (CDP), Defensoria Pública do Pará e as empresas responsáveis pela carga e pelo navio: Minerva Foods e Global Agência Marítima.

O secretário adjunto da Semas, Thales Belo, avalia que “o momento da audiência foi extremamente importante perante os parlamentares, instituições e lideranças comunitárias que se fizeram presentes, por mais uma oportunidade de se fazer expor todas as ações executadas pelo Estado que reafirmou  seu compromisso em continuar diligências voltadas a regularidade ambiental e de responsabilidade social, com relação ao acidente ocorrido”.

Segundo o deputado Jordy, as empresas responsáveis demoraram a tomar as providências necessárias nos primeiros dias depois do naufrágio e isso agravou o impacto ambiental, com vazamento de óleo e a putrefação dos animais afogados, presos no fundo do rio, poluindo as praias da região, que foram interditadas – com evidentes riscos à saúde das pessoas.

Na audiência, foi exposto ainda que antes do acidente, motivados por outras ocorrências poluidoras, os habitantes de Barcarena já reclamavam que os empreendimentos industriais do local vêm causando danos ao meio ambiente e problemas de saúde a quem mora na região e que os impactos ambientais têm provocado dificuldades à população.

Ascom Semas

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