Pará trabalha na preparação da COP 21 para redução do aquecimento global

 

Otávio 1

Belém, 05/10/15 – A redução do aquecimento global é um dos maiores desafios deste século para o planeta. Essa pauta foi uma das principais motivações da Aliança pelo Clima e Uso da Terra (Clua) e da Comunicação e Direitos (Andi) ao promoverem no final de setembro, em Brasília, um evento direcionado à preparação de jornalistas para a 21ª Conferência do Clima (COP 21), que acontecerá em dezembro, em Paris: “COP 21 em pauta: As metas do Brasil para o acordo em Paris. Vantagens competitivas na nova economia de baixo carbono”. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas) representou os estados brasileiros no evento.

Segundo os organizadores, a COP 21 será a maior conferência do clima já realizada, onde 194 países fecharão as bases do acordo que substituirá o Protocolo de Kyoto – assinado em 1998, no Japão, para reduzir emissões de gases poluentes causadores de efeito estufa e do aquecimento global – visando limitar o aumento da temperatura mundial em 2°C até 2100.

O evento reuniu especialistas de instituições de ensino superior e de pesquisa, de organizações não governamentais, representantes da iniciativa privada e de governos para avaliar o processo internacional com diferentes abordagens e identificar as oportunidades para o país. Devido à dimensão da questão e à relevância da COP 21, a qualificação esclarece as mudanças climáticas, a ambição das metas e o papel do Brasil, para preparar jornalistas sobre o tema que estará em pauta até o final do ano.

Ronaldo Lima, secretário adjunto da Semas, representante do governo estadual no evento, destacou na apresentação que o Pará vem intensificando ações e esforços  no combate ao desmatamento. Explicou os dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que indicam que a taxa de desmatamento no Pará reduziu 79%, diminuindo, em dez anos, de 8.870 Km² em 2004, para 1.887 Km² no ano de 2014.

A explanação do adjunto da Semas ainda avaliou que a diminuição do desmatamento converge às metas e compromissos assumidos para a preservação da região amazônica, embutidos no Plano de Prevenção, Controle e Alternativas ao Desmatamento (PPCAD) do Pará, que prevê até 2020 redução de 80% da taxa anual de desmatamento, em relação à média dos desmatamentos entre 1996-2005, que será alcançada com a continuidade das ações de combate e controle ao desmatamento no Pará. Também mostrou avanço no Cadastro Ambiental Rural (CAR), onde o Pará – líder no Brasil em número de registros – tem 70% de CAR nas áreas cadastráveis no Pará e apresenta 107 municípios, dos 144 existentes no estado, que aderiram ao Programa Municípios Verdes (PMV).

“Contudo o Pará ainda precisa evoluir até o ano de 2020 e implementar o Desmatamento Líquido Zero, que é a compensação das áreas de supressão vegetal pela restauração de áreas já desmatadas. Para isso é necessário uma nova fase que estimule um novo ambiente de negócios na Amazônia através de uma economia sustentável, que fortaleça áreas como serviços ambientais, geração de energia, mineração, agronegócio (com o projeto de Agricultura de Baixo Carbono) e a agricultura familiar entre outros”, resume.

Brasil – A presidente Dilma Rousseff anunciou em evento preparatório à COP 21, no último dia 27 de setembro, na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em Nova York, EUA, as metas brasileiras de redução de emissões de gases do efeito estufa, que incluem zerar o desmatamento ilegal na Amazônia e reflorestar 12 milhões de hectares até 2030.

Ascom Semas

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