Operação Amazônia Legal prende 12 pessoas no Pará, Maranhão e Alagoas

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Belém, 22/08/15 – Uma operação denominada “Amazônia Legal”, realizada em parceria com a Polícia Civil do Pará e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), por meio da Assessoria de Inteligência do órgão, resultou na prisão de doze pessoas em Belém, no interior do Pará, nos Estados de Alagoas e Maranhão. Os presos são suspeitos de envolvimento em um esquema que fraudava dados de valores em créditos florestais no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) da Semas e também no Documento de Origem Florestal (DOF) do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

As informações sobre a investigação foram repassadas durante entrevista coletiva na Delegacia – Geral, neste sábado, 22, em que estiveram presentes o delegado-geral, Rilmar Firmino, a delegada-geral adjunta, Christiane Ferreira, o diretor de polícia especializada, João Bosco, o titular da Semas, Luiz Fernandes Rocha e a delegada que coordenou a operação, Juliana Cavalcante.

A investigação teve início em fevereiro deste ano, quando a Polícia Civil começou a deslanchar o esquema através de informações pessoais de um dos acusados. Durante esses meses, foi constatado que um grupo de empresários vendia e comprava crédito ilegal para “esquentar” a madeira obtida de áreas que não podem ser desfloradas. Com as informações obtidas foi possível identificar também que a organização tinha acesso às empresas bloqueadas no DOF e no Sisflora com grande volume de créditos florestais disponíveis.

O acesso ao DOF foi realizado através da clonagem da senha do superintende do Ibama no Pará. A quadrilha contratou um cracker (termo em inglês usado para designar o indivíduo que pratica a quebra de um sistema de segurança de forma ilegal) para instalar um programa no computador usado pelo superintendente que clonaria a senha de acesso ao DOF. Ao todo, 23 empresas foram desbloqueadas no sistema, movimentando ilegalmente cerca de R$11 milhões de reais, o que equivale a 28.385m³ de madeira ilegal.

Para o Secretario da Semas, o sucesso da operação se deve a integração entre a Policia Civil e o órgão ambiental. “Foi uma ação conjunta, desenvolvemos um trabalho qualificado para que tenhamos no Estado um meio ambiente sustentável, trabalhando a questão da educação ambiental e as políticas públicas para que possamos desenvolver a região e diminuir o desmatamento”.

Os acusados são: Ananis Alex Silva dos Santos, Dionizio Pereira Filho Viana, Itamar Gomes Vasconcelos, Wilian Augusto Ribeiro de Andrade, Rodrigo Beachini de Andrade, Ênio Jouguet Barbosa, Edimilson Rodrigues da Silva, Menandro Souza Freire, Josiel Borghi Paulo, Elton Junior Santos de Castro, Marcello Gomes Tartaglia, Eudemberto Sampaio de Souza e Cesar de Paula Cordeiro. As prisões foram feitas nas cidades de Belém, Santarém, Redenção, Tucuruí, Uruará, Novo Progresso, Maceió (AL) e Itinga (MA).

Em julho deste ano a Semas, juntamente com a Policia Civil, realizou a Operação “Crashwood”, onde dez pessoas foram presas, acusadas de serem líderes do esquema fraudulento que envolve a compra e venda de crédito ilegal de madeira no Estado. Na ocasião, a investigação identificou uma movimentação de R$400 milhões de reais.

Dando continuidade ao enfretamento do desmatamento no Estado, a Semas intensifica as fiscalizações em campo. Nesse momento, outra equipe de fiscalização da Semas ainda está em campo realizando vistorias em empreendimentos na região sudeste do Estado. Até agora, 1.500 m³ de madeira ilegal foram apreendidos.

Ascom Semas

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