Na Cúpula do Clima das Américas, Semas defende agenda econômica para reduzir desmatamento

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Belém, 09/7/15 – Com o avanço do debate sobre as mudanças climáticas e da sustentabilidade, o cenário mundial sente a necessidade de criar mecanismos e parcerias que gerem resultados positivos em uma escala global, através de políticas públicas, para ampliar as ações de proteção das florestas e diminuição das taxas de desmatamento que interferem diretamente no clima.

O Pará está inserido neste movimento global e, por isso, foi um dos Estados convidados para participar da Cúpula do Clima das Américas (Climate Summit of the Americas) em Toronto, Canadá, durante os dias 8 e 9 de julho. A reunião, que é promovida pelo Governo de Ontário, tem como principal objetivo reunir jurisdições pan-americanas, líderes indígenas, setor industrial e grupos ambientais para debater e trabalhar, no sentido de reforçar o compromisso com a redução dos Gases do Efeito Estufa (GEE). O Governo do Pará esteve representado pelo secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Luiz Fernandes Rocha.

Durante o primeiro dia de encontros, a programação envolveu debates, palestras e painéis sobre mudanças climáticas, precificação de carbono, economia verde, infraestrutura e desenvolvimento regional sustentável. O ministro de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Ontário, Glen Murray, lembrou que os desafios para encarar as mudanças do clima são grandes. “Vamos trabalhar juntos para reduzir a emissão dos gases do efeito estufa. Nossos desafios são gigantes, mas estamos juntos e vamos conseguir criar uma economia verde duradoura para este Planeta”, afirmou Murray.

O ministro ressaltou a importância do Pará na Cúpula do Clima. “Tivemos aqui ótimas ideias e grandes experiências. Todas as jurisdições contribuíram de alguma forma. O Brasil, aqui representado pelo Governo do Pará, nos mostrou como eles podem nos ajudar combatendo o desmatamento na Amazônia, precisamos entender as nossas necessidades e tentar ajudá-los”, afirmou o ministro.

Além do ministro, também estavam presentes nesse primeiro momento a governadora de Ontário, Katheleen Wyne, o governador de Quebec, Philippe Couillard e o representante dos Povos Indígenas Mississaugas, Larry Sault.

O encontro dos representantes das Américas para a discussão das mudanças climáticas marca um momento histórico, mostrando que, se as partes interessadas se apoiarem, as questões climáticas poderão ser resolvidas. “Estamos aqui juntos para trabalhar um progresso real, para construir esse senso de urgência para que possamos eliminar os gases do efeito estufa em nível global”, ressaltou Ketheleen Wyne.

Mudanças – Um dos grandes debates da Cúpula do Clima girou em torno da precificação do carbono e de como os Estados ali presentes poderiam ajudar para combater a emissão dos GEE. Para isso, Luiz Fernandes Rocha participou de um painel sobre o tema, onde lembrou que a Amazônia ainda é responsável por 30% das emissões desses gases, mas que o Governo do Pará trabalha de forma ativa para a prevenção e redução do carbono na região. Luiz Fernandes apresentou as ferramentas e mecanismos que o Governo do Pará trabalha dentro do Estado, o que resultou na redução de 39% do desmatamento na região Amazônica.

O Plano de Prevenção, Controle e Alternativas ao Desmatamento (PPCAD), Programa Municípios Verdes (PMV) e Cadastro Ambiental Rural (CAR), foram alguns dos assuntos que pautaram a participação do secretário durante o painel. Luiz Fernandes apresentou perspectiva diferente sobre o cenário das mudanças climáticas. “A redução do desmatamento na Amazônia é fruto de um trabalho constante na busca de se evitar o agravo das mudanças climáticas”, informou. O secretário lembrou ainda, que uma agenda econômica, que assegure o novo modelo de produção dos municípios, com agregação de valor, inovação e sustentabilidade é essencial para o crescimento desses projetos e, consequentemente, a redução dos GEE no Planeta.

“Temos como certo que o desafio da sustentabilidade não se resolverá apenas pelos governos nacionais, é preciso engajar os governos subnacionais e mais ainda, os governos locais, pois eles estão mais perto das pessoas e dos agentes econômicos que fazem as coisas acontecerem no chão”, alertou o secretário. Outro ponto discutido pelo titular da Semas é para que o Pará possa usar mecanismos financeiros, como o Fundo Verde para o clima. “O nosso Governo precisa ser compensado pelo esforço que já fez, inclusive nas economias locais para reduzir o desmatamento. Mas reafirmamos aqui o compromisso de cumprir as metas até 2020”, completou.

Autoridades do Governo Americano também estiveram presentes na Cúpula do Clima. O governador da Califórnia, Jerry Brown, fez um discurso memorável, afirmando que todos os Estados precisam trabalhar juntos para que, com essas parcerias, um novo mundo comece a ser desenhado. “Essa cúpula é sobre a revolução do clima, é sobre a evolução do Planeta. Essa cúpula é sobre o que nós podemos fazer e vamos construir. Tem muita gente que não se importa, mas nós nos importamos e vamos trabalhar juntos!”, concluiu Brown.

O governador de Washington, Jay Inslee, também falou sobre como as parcerias entre os países pode mudar o cenário global do clima. “Nós podemos trabalhar esse desafio, é um momento único na história. Temos que construir aqui parcerias, precisamos ser vizinhos unidos e temos que continuar nos falando quando voltarmos para as nossas casas, por que assim assumimos a nossa responsabilidade e realizamos esse sonho juntos”, relatou Inslee.

Ascom Semas

 

 

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