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Chegada das chuvas acende alerta contra incidência de raios

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Belém (15/01/15) – Com a chegada das chuvas na região amazônica, os órgãos responsáveis pelo monitoramento do clima alertam que, além de problemas como as cheias dos rios, outro fator de risco é a incidência de raios, que nesta época se tornam mais recorrentes na região metropolitana e municípios do sudeste e nordeste paraense. Segundo estudos desenvolvidos pela Sala de Situação e Monitoramento, instalada na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), os raios são mais frequentes na transição entre o período seco e o chamado inverno amazônico.

“Grande parte do Pará está localizada na faixa equatorial, então é uma região bem propícia a raios, devido à grande umidade disponível e até mesmo pela questão da floresta amazônica e os ventos que vêm do oceano. Os raios ocorrem mais na transição do período mais seco para o chuvoso. A movimentação de ambas as massas, seca e úmida, que entram em atrito com as formações de nuvens, são a origem do fenômeno”, explica o coordenador de Recursos Hídricos e coordenador da Sala de Situação e Monitoramento da Semas, Antonio Sousa.

Segundo ele, a região tem condições favoráveis para o desenvolvimento de nuvens Cumulonimbus, consideradas nuvens super células. Dentro delas ocorre o desenvolvimento das descargas atmosféricas. “Estamos na fase de transição, então, nos próximos meses será comum observamos os raios, porém é importante informar que este fenômeno é normal na região”, detalha Antonio.

A Sala de Monitoramento é responsável pela verificação do clima e do tempo, ou seja, as previsões meteorológicas de longos e curtos períodos de 13 municípios paraenses considerados como áreas potenciais de cheias, alagamentos e incidência de raios. O setor é investimento do governo federal, em parceria com o governo do Estado, e faz parte de uma rede nacional de monitoramento para alertar e prevenir desastres naturais.

Recomendações – Quem estiver fora de casa no momento de uma tempestade neste período deve ficar atento. “As pessoas acreditam que o raio só vem com a chuva, mas a chuva pode estar a 30 ou 20 quilômetros de distância e já podem ocorrer raios naquele local. Temos muita incidência de raios na região de Paragominas, Tailândia e Goianésia do Pará, onde existem muitas áreas abertas, e também na região metropolitana, devido à quantidade de prédios”,explica o major Afonso Souza, do Corpo de Bombeiros.

No caso de uma tempestade, orienta ele, as pessoas devem evitar ficar em praias, piscinas, rios, descampados e áreas abertas. Ao se formar, o raio procura o ponto mais alto da superfície para descarregar, que pode ser uma árvore, um guarda-sol ou mesmo uma pessoa na beira da praia, nadando ou andando em algum terreno – isso pode ser suficiente para que ela seja atingida. Um exemplo foi o incidente que ocorreu em Irituia, quando um raio atingiu uma árvore e matou quatro pessoas que estavam próximas.

Os riscos da descarga elétrica não se limitam apenas à área atingida. Segundo o bombeiro, ao atingir um ponto o raio também dissipa um campo elétrico, que pode alcançar quem estiver próximo. “Quando um raio atinge uma das torres de iluminação de um campo de futebol, os jogadores podem sentir o impacto da mesma forma como aconteceu em Irituia. Entre os principais efeitos, que causam a morte das vítimas, está a parada cardíaca”, diz o major.

Mitos – “O preferencial é que a pessoa fique em casa durante uma tempestade com raios. Se não puder ficar em casa, então procure um lugar fechado, até mesmo um carro, pois os veículos têm uma espécie de blindagem capaz de suportar a descarga elétrica sem causar nem um dano físico à pessoa. O essencial é evitar os locais mais altos, áreas com partes metálicas, como escadas e grades”, complementa, afirmando que, diferente do dito popular, um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar. “Se ele não foi destruído no primeiro choque, como é caso de algumas árvores, a probabilidade deste ponto ser atingido novamente é alta”, explica.

Além disso, o militar diz que um sapato de borracha não é proteção suficiente para a descarga de um raio, “pois é uma tensão tão intensa que não há barreira para evitar o choque”. A descarga também pode vir na água do chuveiro, devido aos encanamentos metálicos e o alto teor de ferro na água. Por isso é bom evitar banhos durante tempestades. Os para-raios nos edifícios são capazes de dissipar as descargas, mas eles podem atingir a rede elétrica, queimar aparelhos, interfones e elevadores. Então é aconselhável retirar o que for possível das tomadas. Deve-se também evitar o uso de telefones fixos conectados por fios, pois eles também são condutores de eletricidade.

Fonte: Secretaria de Estado de Comunicação/Agência Pará
Ascom Semas
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