Iniciado estudo para criação de Unidade de Conservação no município de Juruti

Lago Jara Lago Mole, fisionomia da Mata do Segredo no entorno do lago Lago Mole - margem

Belém (01/09/14) – Na última semana de agosto, foi iniciado os estudos para criação de Unidade de Conservação da Natureza nos Lagos Mole e Jará, no município de Juruti, Região de Integração do Baixo Amazonas, no estado do Pará. A responsabilidade do trabalho é das Gerências de Proteção ao Meio Físico (Gemfi) e de Proteção à Flora (GPFlora), da Diretoria de Áreas Protegidas da Secretaria de Estado de Meio (Sema) e parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Juruti.

A expedição iniciou no Lago Mole, cujo acesso se dá através do Rio Amazonas perpassando por furos, igarapés e lagos como o da Santana, da Jangada, do Araçá e do Surucuína. O período sazonal consiste na transição da estação chuvosa para a seca em que os ambientes não estão cheios o suficiente para o transporte através de embarcações por toda a área nem secos o suficiente para o deslocamento a pé ou com montaria, o que dificulta muito o acesso a determinadas áreas. Mesmo assim, a equipe percorreu os limites do lago e com base na vegetação predominante estabeleceu os possíveis limites da Unidade de Conservação de Proteção Integral, que será consolidado com a gerência de Geoprocessamento.

Esse lago serve como refúgio para diversas espécies de peixes e répteis como o jacaré tinga e o tracajá, e a vegetação encontra-se bastante preservada conferindo alta importância para a conservação, explica a gerente de Proteção à Flora, da Sema, Maria Bentes. “A interação ecológica é impressionante, os tracajás utilizam as áreas de aningais para desovar, enquanto macacos prego retiram as copas das palmeiras caranãs para se alimentar de palmito. Isso demonstra que estudos da vegetação são imprescindíveis para delimitação dos limites de uma UC para garantir a sustentabilidade ecológica”, detalha.

O Lago Jará está localizado na sede municipal e o acesso se dá por via terrestre, sendo que os levantamentos se deram através de embarcação. A equipe percorreu limites externos via terrestre e contornou os limites internos via aquática.

Esse lago tem como particularidade a ocupação de parte de suas margens por populações humanas e atividades pesqueiras, o que lhe confere potencialidade para uma UC de uso sustentável, que permite essa interação entre homem e natureza. Apesar de haver trechos extensos de supressão vegetal, boa parte da margem ainda se encontra preservada, e ações de proteção tornam-se importantes para a manutenção do ecossistema.

Nos dois lagos foram feitos levantamentos de solo, hidrografia, clima e relevo para caracterização do meio físico; e identificação das formações vegetais e das principais espécies de flora da área de estudo.

Ascom Sema

(91) 3184-3341

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade
Travessa Lomas Valentinas, 2717, CEP: 66093-677. Belém/Pará