Sema lança livro sobre a produção da pimenta em pó waiwai

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Belém (30/08/14) – Na última sexta-feira (29), no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, o lançamento do livro “Pimenta em pó Waiwai: um produto da sociobiodiversidade indígena”. A publicação foi editada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), através de sua Diretoria de Áreas Protegidas (Diap), por meio de ações do projeto de Conservação da Biodiversidade das Terras Indígenas do Pará (Conbio Indígena) executado pela Gerência de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais. O lançamento aconteceu durante a III Feira Estadual do Artesanato Paraense.

O lançamento foi realizado através de uma palestra sobre o projeto Conbio Indígena e os produtos resultantes do trabalho de diagnóstico de etnozoneamento e etnomapeamento realizado na terra indígena. O livro mostra a situação da produção da pimenta em pó produzida pelas mulheres waiwai, que faz parte do diagnóstico que foi feito pela Sema de produtos da sociobiodiversidade indígena. “São produtos que vêm da floresta, com conhecimentos repassados de forma tradicional e cultivados com forma sustentável de manejo, repassado de geração em geração. O livro será um instrumento para que a comunidade em geral e outras instituições possam conhecer o que é produzido nas aldeias e dar suas contribuições para capacitação e planejamento dessa produção”, explica Roberta Cabá, técnica da Sema.

Segundo Paulo Waiwai, representante da Associação dos Povos Indígenas do Mapuera, a parceria com a Sema é muito importante para a produção dos produtos. “A produção da pimenta é uma forma de renda da aldeia e a parceria com a Sema, através do lançamento do livro, ajuda a divulgar nossos produtos, não apenas a pimenta, mas também nosso artesanato e outros”, comemora Paulo.

Para Crisomar Lobato, diretor de Áreas Protegidas da Sema, a gestão integrada das Terras Indígenas do Pará, principalmente na Calha Norte, que tem 80% do seu território formado por áreas protegidas e terras indígenas, é muito importante para desenvolver um trabalho continuado e eficiente no local.

Conhecida por assîsî nas aldeias Waiwai (Mapuera, Tawana, Lawará, Mapium, Kwanamari, Takará, Inajá, Paraíso, Placa, Tamiuru, Pomkuru, Bateria e Tasara), a pimenta em pó faz parte da exótica culinária desses povos indígenas que habitam as cabeceiras do rio Mapuera, no extremo norte do Pará. A produção é feita a partir da combinação de vários tipos de pimentas – vermelhas, amarelas e roxas – usadas nos peixes, carnes de caça e em quitutes de base agrícola da alimentação diária indígena.

Segundo a publicação, esse alimento e condimento tem uso medicinal consagrado. À pimenta vermelha, por exemplo, são atribuídos efeitos positivos na redução de peso e do colesterol, controle do nível de glicose no sangue, potencial analgésico, anti-inflamatório, auxilia no tratamento de alergias respiratórias e é fonte de vitaminas. Repassado de geração a geração pelas senhoras das aldeias, as mulheres indígenas são as responsáveis pelo plantio, cultivo, beneficiamento e comercialização do produto.

Ascom Sema

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