Publicação sobre pimenta em pó produzida pelas índias Waiwai terá lançamento no Hangar

Belém, 27/8/14 – A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), por meio da Diretoria de Áreas Protegidas, editou e fará o lançamento da publicação Pimenta em pó: Um Produto da Sociobiodiversidade Indígena, na sala de eventos da III Feira Estadual do Artesanato Paraense, no Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, na sexta-feira (29), às 17h. As ações e edição desse trabalho são resultados do Projeto de Conservação da Biodiversidade das Terras Indígenas do Pará executado pela Gerência de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, da Sema.

Conhecida por assîsî nas aldeias Waiwai (Mapuera, Tawana, Lawará, Mapium, Kwanamari, Takará, Inajá, Paraíso, Placa, Tamiuru, Pomkuru, Bateria e Tasara), a pimenta em pó faz parte da exótica culinária desses povos indígenas que habitam as cabeceiras do rio Mapuera, no extremo norte do Pará. A produção é feita a partir da combinação de vários tipos de pimentas – vermelhas, amarelas e roxas – usadas nos peixes, carnes de caça e em quitutes de base agrícola da alimentação diária indígena.

Segundo a publicação, esse alimento e condimento tem uso medicinal consagrado. À pimenta vermelha, por exemplo, são atribuídos efeitos positivos na redução de peso e do colesterol, controle do nível de glicose no sangue, potencial analgésico, anti-inflamatório, auxilia no tratamento de alergias respiratórias e é fonte de vitaminas. Repassado de geração a geração pelas senhoras das aldeias, as mulheres indígenas são as responsáveis pelo plantio, cultivo, beneficiamento e comercialização do produto.

Entre os problemas que dificultam a venda da pimenta em pó estão a elaboração de custos de transporte para escoamento, produção de embalagens apropriadas, etiquetagem, tabela de ingredientes e validade, certificação de origem e sanidade, entre outros, para aumentar a aceitação do produto em mercados externos.

A titular da Gerência de Povos Indígenas, Claudia Kahwage, considera que com esta publicação, a Sema pretende dar um passo importante para o cumprimento dos princípios e metas da convenção sobre a diversidade biológica do planeta. “Prevemos que a valorização e apoio à comercialização de um produto da sociobiodiversidade indígena tão precioso e diferenciado auxilie na repartição justa e equitativa dos benefícios do uso sustentável da biodiversidade e a valorização dos conhecimentos tradicionais. Desta forma pretende-se prosseguir com a valorização das práticas culturais indígenas e iniciar a apresentação dos produtos indígenas através de um dos bens mais valorosos do Pará e do Brasil, a culinária”.

Ascom Sema

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