Curso de identificação botânica embasa criação e gestão de unidades de conservação

Belém, 19/8/14 – Intensificar os estudos da vegetação voltados à criação e gestão de Unidades de Conservação no Estado do Pará é a finalidade do Curso de Identificação Botânica direcionado aos técnicos da Diretoria de Áreas Protegidas, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que promove o curso em parceria com o Museu Paraense Emilio Goeldi (Mpeg), desde segunda-feira (18) e continua até quinta-feira (21).

Ministrado pelo taxonomista e agrostólogo Elielson Rocha, do Mpeg, o curso apresenta um módulo teórico e um módulo prático, realizados no Parque Estadual do Utinga, onde acontece o reconhecimento das principais famílias vegetais que ocorrem na Amazônia.

Segundo a gerente de Proteção à Flora, da Sema, Maria Bentes, para a Criação de Unidades de Conservação é necessário descrever as formações vegetais da área pretendida e identificar as espécies dominantes. “Esse curso é o pontapé inicial para a identificação das famílias botânicas, que requer estudos intensivos e muita dedicação”, avalia.

O Museu Paraense Emilio Goeldi é uma instituição de pesquisa na Amazônia, com 147 anos de atuação. O herbário da instituição, fundado em 1895, é o primeiro da região amazônica e o terceiro mais antigo do Brasil, com mais de 181 mil amostras de plantas desidratadas, que servem de referência para pesquisas nacional e internacional.

Fábio Cardoso, técnico da Sema, considera a parceria com o Mpeg imprescindível para a realização de trabalhos com maior confiabilidade. O oceanógrafo garante que “há certa carência de especialistas em identificação botânica na região e a Sema reconhece a importância do conhecimento da flora para produzir avanços na criação e gestão de áreas protegidas”.

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