Semana do Meio Ambiente traz discussão de gestores sobre Agricultura Familiar

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Belém, 03/06/14 – A Semana Estadual de Meio Ambiente, cujo tema é a Agricultura Familiar, teve início nesta terça-feira, 03, no campus da Universidade do Estado do Pará do Telégrafo. Organizado e coordenado pela Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (Ciea), o evento objetivou levar ao conhecimento público a importância da conservação do meio ambiente e de práticas ecológicas sustentáveis, sensibilização da comunidade com relação à educação ambiental como mais um processo de gestão do meio ambiente.

Na abertura do evento, estiveram presentes o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), José Alberto Colares; o coordenador técnico da Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Márcio Nagaishi; a secretária Executiva do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), Martha Pina; o reitor da Universidade do Estado do Pará em exercício, Rubens Silva; o representante do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Max Lima; e o representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará (Fetagri), João Souza.

Para a coordenadora da Semana Estadual de Meio Ambiente, Doraci Lopes, o conteúdo a ser oferecido durante a Semana vai  proporcionar não somente a divulgação do papel da Ciea, das Secretarias que fazem a gestão do meio ambiente, direta ou indiretamente, mas poderá sensibilizar um grupo maior de pessoas para a importância da promoção de ações de educação ambiental e fortalecer essa discussão dentro da Política Estadual de Educação Ambiental bem como proporcionar o fortalecimento da agricultura familiar. “Queremos divulgar o trabalho desses agricultores e mostrar a importância disso, porque não é uma simples atividade, mas um serviço que contribui para a conservação do meio ambiente, através de práticas ecológicas, que garantem um desenvolvimento dentro de padrões socioeconômicos sustentáveis”, detalhou Doraci.

Segundo a representante da Sagri, Martha Pina, dois programas da Secretaria tem garantido o desenvolvimento dessa atividade no Estado: o programa de modernização da agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável da agropecuária, e por estar preocupado com a questão da segurança alimentar, o órgão investiu recentemente em um convênio com uma associação para o plantio de cultivares da mandioca resistente à adversidades. “No segundo semestre, a Sagri irá distribuir para os agricultores essas cultivares resistentes e também faremos a distribuição de 150 toneladas de feijão. Nós sabemos que o Pará é o principal produtor da mandioca do país e o segundo do mundo, e no Pará, 87% dessa mandioca vem da agricultura familiar”, exemplificou.

Márcio Nagaishi, da Emater, pontuou que a empresa tem como foco desenvolver e levar políticas públicas para a agricultura familiar. Ele destacou que 84,4% do número de estabelecimentos da Zona Rural são da Agricultura Familiar, no entanto, desse total, apenas 24,3% da área é ocupada no território. “Então, nos perguntamos, qual é a importância da agricultura familiar para nós e de que forma um evento desse pode colaborar? A resposta é que não estamos aqui apenas para discutir políticas públicas e discutir ações que vão ser desenvolvidas no campo, mas podemos aproveitar o espaço para discutir o que nós, que estamos no ambiente urbano, podemos colaborar com o que está acontecendo no campo, como consumistas, por exemplo, na seleção ou priorização do que está sendo oferecido”, disse Nagaishi.

O reitor da Uepa, em exercício, Rubens Silva, destacou a vontade da sociedade em relação a sustentabilidade da questão ambiental. “É necessário uma vontade substitutiva da sociedade em relação a essas questões. O nosso centro [de Ciências Naturais], um dos maiores da Universidade, tem a responsabilidade de abrir essa janela de oportunidades para os mais diferentes eventos, sobre tudo para aquelas famílias rurais, no caso vinculado a agricultura familiar e então a vinda para este espaço foi extremante acertada, pois talvez não encontrássemos um local mais adequado para fazer um debate plural”, afirmou.

O secretário José Alberto Colares finalizou o primeiro momento do evento, levantando reflexões sobre a solução para o melhor desenvolvimento da agricultura familiar no Estado, através da sua valorização. “Não podemos mais tratar a agricultura familiar como pedinte, porque ela não é pedinte, mas sujeito da economia nacional e estadual. Podemos contabilizar mais de 300 mil famílias de agricultura familiar, e precisamos inserir essa atividade na equação do desenvolvimento sustentável. É preciso uma reflexão sobre a sustentabilidade mas não como obstáculo a ser ultrapassado, mas o método de sustentação econômica, não só para reprodução de subsistência, mas ganho positivo de renda”, defendeu o secretário.

Ascom Sema

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