Instituições discutem gestão integrada das áreas protegidas da Calha Norte

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Belém, 15/4/14 – A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), por meio da Diretoria de Áreas Protegidas (Diap), começou nesta terça-feira (15) a Oficina Integrada das Áreas Protegidas da Calha Norte do Pará, com objetivo de criar estratégias integradas na gestão das unidades de conservação da região. A oficina continua na quarta-feira (16), no auditório da Diap, no Parque Estadual do Utinga.

Cerca de 30 instituições participam das discussões no primeiro dia da oficina, entre órgãos governamentais, representantes de comunidades indígenas e de quilombolas, associações representativas da Calha Norte, organizações não governamentais, pesquisadores, estudantes e o Ministério Público Estadual.

De acordo com a antropóloga Cláudia Kahwage, gerente de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, da Sema, os dois dias de discussão proporcionarão uma aprendizagem maior sobre a gestão integrada na Calha Norte e sobre o trabalho da Sema junto às Terras Indígenas e Quilombolas. “Ao final, vamos encaminhar a ideia da criação de uma rede de ações integradas entre as instituições e iniciar o trabalho de planejamento de uma agenda conjunta de ações”, explicou.

O diretor de Áreas Protegidas da Sema, Crisomar Lobato, durante a palestra “Ferramentas de Gestão Integrada: aplicação das políticas de conservação da biodiversidade” disse que “81% da região da Calha Norte do Pará é composta de Territórios Indígenas e Quilombolas e Unidades de Conservação Federais e Estaduais, daí a grande importância dessa discussão das instituições para a gestão integrada dessa área”. Ainda Segundo o diretor, a criação dessa rede de ações integradas visa atender comunidades indígenas e quilombolas da Calha Norte, através da articulação de órgãos do governo e outras instituições para trabalhar a gestão de educação, saúde, meio ambiente e outras necessidades da área.

Durante a palestra “Participação dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais: Direito à Cidadania”, a promotora do Ministério Público Estadual, Ione Nakamura, enfatizou a importância da criação de uma força tarefa para efetivar a proteção e a regularização dessa área. “Devemos unir esforços para proteger não só essa área, mas também e principalmente o conhecimento e o saber da cultura local”, definiu.

Alexandre Aleixo, coordenador de zoologia do Museu Paraense Emílio Goeldi, ministrou uma palestra sobre “Diagnóstico da Biodiversidade das Unidades de Conservação Estaduais do Mosaico Calha Norte, Estado do Pará”.

No encerramento do primeiro dia da oficina, a programação contará também com apresentação dos resultados do I Seminário de Áreas Protegidas do Escudo das Guianas Estado do Pará, apresentação da gestão das Unidades de Conservação Estaduais da Calha Norte (Florestas Estaduais de Faro, Paru e Trombetas, Estação Ecológica Grão Pará, Reserva Biológica Maicuru e Parque Estadual de Monte Alegre), e palestra sobre o etnozoneamento das Terras Indígenas Trombetas e Nhamundá Mapuera. A região Calha Norte do Pará envolve nove municípios do Estado, em área equivalente à cidade de São Paulo.

Ascom Sema

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