Sema empossa conselheiros de Refúgio de Vida Silvestre na RMB

Belém, 18/12/13 – A Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará (Sema) deu posse, este mês, a 24 conselheiros – 12 membros da sociedade civil e outros 12 representantes do poder público – durante a implantação do Conselho Gestor do Refúgio da Vida Silvestre (Revis) Metrópole da Amazônia, na Região Metropolitana de Belém (RMB). O evento ocorreu no auditório da Diretoria de Áreas Protegidas, da Sema, no Parque Estadual do Utinga.

O Conselho é de caráter consultivo e será presidido pela Sema, de acordo com Decreto de dezembro de 2006, que concede ao órgão estadual competência para administrar e adotar medidas necessárias para efetivar a implantação de Conselho Gestor. A próxima atividade dos conselheiros está marcada para o mês de fevereiro, em visita técnica ao Refúgio.

Esta Unidade de Conservação (UC) estadual, criada em 2010, tem por objetivo proteger ambientes naturais e assegurar condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora e da fauna residentes ou migratórias. O Revis também deve contribuir para a manutenção dos serviços ambientais e garantir os processos ecológicos naturais.

Revis – Constituído por vegetação primária, de terra firme e várzea, o Refúgio tem 6.367,27 hectares dentro dos limites da RMB, abrangendo os municípios de Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Izabel.

Pesquisas recentes sobre a biodiversidade da Revis Metrópole da Amazônia catalogaram 490 espécies ameaçadas, entre elas as aves mãe-de-taoca-pintada, araçari-de-pescoço-vermelho e o arapaçu-barrado-do-nordeste. O acesso à Unidade de Conservação pode ser feito de carro, pelo município de Marituba, via estrada da Pirelli.

As principais bacias hidrográficas nessa área são formadas pelos igarapés Oriboca e Taiaçuí. O local possui ainda diversas represas, lagos e fontes. A abundância de água superficial indica potencial para o desenvolvimento de atividades de lazer e de proteção da flora e fauna aquáticas.

Francisco Matias, presidente do Instituto Ecológico Tropical e conselheiro da Revis, considera importante o suporte que a sociedade civil dá ao Estado. “Na gestão ambiental de uma unidade de conservação dentro da área metropolitana é indispensável ouvir a sociedade, compartilhar, entender e respeitar as necessidades dos moradores do entorno”, diz.

Entre os objetivos da UC estão os de garantir participação nas decisões dos moradores locais através do Conselho Gestor, conservar remanescentes de florestas primárias da RMB, proteger espécies da flora e fauna, além de compatibilizar turismo, lazer e pesquisa científica com autorização da Sema e ainda manter as atividades existentes no Refúgio, que não degradem o meio ambiente e estejam de acordo com as regras estabelecidas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza.

Ascom Sema

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