Sema faz avaliação ambiental na praia de Beja em Abaetetuba

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Belém (22/10/13) – Um levantamento dos problemas e potencialidades da praia de Beja, no município de Abaetetuba, região Tocantins, foi realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), por meio das gerências de Proteção à Flora e a de Proteção ao Meio Físico, ambas da Diretoria de Áreas Protegidas, em resposta a um ofício da Associação de Barraqueiros do balneário, que solicitou ações de educação ambiental e projetos de proteção aos ecossistemas da região.

Em reunião técnica na localidade, a Gerência de Proteção à Flora apresentou os resultados do projeto Proteção à Biodiversidade Aquática (PBA), com informações levantadas para aquela área. O projeto identificou a necessidade de estudos para proteção da praia de Beja, em função das ações desordenadas do homem no meio ambiente, a exemplo da deposição irregular de resíduos sólidos e o avanço da especulação imobiliária no local.

A metodologia participativa contou com o envolvimento da Associação de Barraqueiros da Praia de Beja, secretarias municipais de Meio Ambiente e a de Saúde de Abaetetuba, e Departamento de Vigilância Sanitária. Foram preenchidas quatro matrizes referentes a Problemáticas, Possíveis Soluções, Parceiros e Potencialidades.

Falta de conscientização da população, lixo, desmatamento, árvores mortas, obstrução de igarapés, poluição sonora, construções irregulares, inexistência de tratamento de esgoto, erosão e ausência de apoio político foram listados como os principais problemas.

Possíveis soluções como placas educativas, replantio e produção de mudas, avaliação de árvores, coleta seletiva, dragagem para desobstrução de igarapés, horta comunitária, educação ambiental e resgate cultural foram apontados para ser providos pela parceria da Sema com as secretarias municipais de Meio Ambiente (Semeia), de Obras (Semob), de Saúde (Sesmab), Departamento de Polícia Ambiental/Polícia Civil (DPA), Polícia Militar (PM), Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) e Associação de Barraqueiros.

Como potencialidades foram identificadas as festividades, belezas cênicas, histórias e lendas, rios, igarapés, áreas preservadas e geração de renda com o reaproveitamento de resíduos sólidos.

A equipe realizou, ainda, vistoria no local para registrar os ambientes de praias, vegetação de restinga, várzea, rios e igarapés, o grau de preservação, bem como as principais ameaças pelo avanço das ações realizadas pelo homem no meio ambiente da área. A Sema tem um prazo de sessenta dias, acordado com a comunidade, para apresentar a análise da situação com a proposição de ações conjuntas com os parceiros citados.

Ascom Sema

(91) 3184-3341

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