Trilhas do Parque Estadual do Utinga são boas opções de lazer em julho

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Belém, 16/7/13 – Na programação do Parque Estadual do Utinga (Peut) deste mês de julho, estão em destaque as atividades nas oito trilhas da Área de Proteção Ambiental, que estimulam o processo de educação e sensibilização ambiental e ainda permitem ao visitante desfrutar desse meio ambiente de maneira tranquila. O Parque é uma Unidade de Conservação de proteção integral que tem como objetivo principal a preservação dos lagos Bolonha e Água Preta, que abastecem de água 70% da cidade de Belém e parte do município de Ananindeua.

Neste mês de julho, o Parque informa que as visitas acompanhadas podem ser feitas de segunda à quinta-feira, de 8h às 18h, nas sextas-feiras até 12h e nos sábados e domingos até 14h, entretanto, os portões estão abertos desde às 6h para os interessados em caminhadas ao ar livre, passeio de bicicleta, patins, e atividades similares, que não necessitam de orientador. Grupos de, no mínimo, sete pessoas, e no máximo 35, podem agendar visita acompanhada por técnicos do Peut.

Trilha Patauá – Uma palmeira patauá de 25 metros de altura dá nome à trilha, com extensão de 765 metros, considerada fácil e destinada para um público a partir de 12 anos, em percurso estimado de 35 minutos. O começo da trilha é próximo da Estação de Tratamento de Água do lago Bolonha, da Companhia de Saneamento do Pará (ETA Cosanpa). Além das aves e outros pequenos animais, pode-se encontrar vegetais como a Embaúba, Tachi preto, Virola de terra firme, Quaruba Cedro, Patauá, entre outras espécies florestais.

A Trilha do Acapu localizada próximo ao lago Bolonha possui 1.142 metros e tem a origem do nome atrelada aos vários exemplares no trajeto de Acapu, ameaçada de extinção. Apresenta alguns obstáculos durante o percurso como, buracos, troncos, galhos e árvores caídas. O tempo estimado para realizar a trilha é de aproximadamente 45 minutos, indicado para o público adolescente e adulto. Espécies arbóreas de grande porte, ecossistema de várzea, pontos onde animais se alimentam de frutos, lugares onde existiam armadilhas, área alagada com presença de quelônios são atrativos da trilha. Árvores da floresta tipo Cubarana, Piquiarana, Quaruba, Castanha de Sapucaia, Anani, Paxiúba e outras árvores estão no percurso.

A trilha do Bolonha tem 776 m de comprimento, apresenta poucos obstáculos e tempo estimado de percurso de 35 minutos. O público indicado para realizar a trilha é a partir de 12 anos de idade. Na entrada da trilha existe um trapiche cercado de palmeiras de açaí e, em outro ponto, uma clareira de frente para o lago Bolonha, onde há presença abundante da flora: Amapá, Breu Branco, Paricá, Anani, Cipó de Fogo, entre outras. A trilha está situada em um bioma amazônico considerado floresta tropical secundária, apresenta áreas de várzeas e igapó e várias espécies frutíferas.

A trilha da Castanheira, com 1.555 metros, tem um público alvo a partir de 15 anos. Uma árvore centenária de Castanheira do Brasil dá nome à trilha. O trajeto original da trilha percorre cerca de 500 m sobre o canal de interligação dos lagos Bolonha e Água Preta. De acordo com a análise dos técnicos da Sema, este percurso deve ser realizado apenas pelo público adulto, devido o risco da caminhada sobre o canal.

O solo apresenta-se em bom estado de conservação, necessitando de algumas pequenas intervenções como fechamentos de buracos existentes no meio do percurso e construção de uma ponte em um declive e aclive acentuado próximo ao lago Bolonha. A vegetação predominante no local é de Pau-de-remo, Tento, Quaruba Bacuri, Cajuí, Andiroba, Castanheira do Brasil e demais representantes da flora amazônica e da fauna.

A trilha do Macaco é a mais conhecida dos visitantes e também a mais utilizada, o trajeto é estratégico, a entrada é na clareira do macaco, próximo ao lago Bolonha e o final é perto do centro de visitação, com acesso ao lago Água Preta. Extensão de 1.330 m, programada para um público a partir de 15 anos, com percurso de 60 minutos. Dentre as espécies florestais encontradas destacam-se a Embauba, Escada de Jabuti, Mumbaca, Quarubatinga e outros exemplares da Amazônia.

A trilha do Amapá, com 336 metros, faz parte da trilha do macaco, sendo que em determinado ponto existe uma placa indicando continuação da trilha do macaco e também indicando a trilha alternativa do Amapá. O percurso é feito por um público a partir de 10 anos de idade, em 20 minutos. O amapazeiro, que batizou a trilha, está na parte final do percurso, próximo à rua principal do Peut. Indicado para crianças, seu tamanho é curto com poucos galhos e troncos no caminho. No local, encontram-se espécies arbóreas Amapá, Tento, Castanha Sapucaia, Apuí, Quaruba papel e outras.

Trilha Água Preta – O difícil percurso de 1.761 metros da trilha ocorre às margens do Lago Água Preta. O público a partir de 15 anos pode participar da atividade com duração de cerca de 70 minutos. Predomina a paisagem de floresta em sucessão, demonstrada pela presença de vários extratos arbóreos e cipós, solo conservado e diversidade florística apreciável.

A maior parte do trajeto se dá muito próximo das margens do lago, alguns trechos alagados, essa proximidade oferece visões indescritíveis da paisagem. O fim da trilha ocorre no viveiro natural do Peut, localizado ao lado do Centro de Visitantes. As espécies vegetais identificadas são o Cipó d´água, Breu Vermelho, Mangue de terra-firme, Marupá, Faveira, Angelim, Cariperana.

A trilha da Paxiúba está localizada próximo ao centro de visitação, com sua entrada às margens da estrada de terra que dá acesso ao centro de revegetação, próximo à saída da trilha do macaco. Possui 232 metros de comprimento, tendo um traçado em sua grande maioria linear, com poucas curvas, poucos obstáculos, sendo ideal para o público infantil. A origem do nome é pelo fato da trilha apresentar espécies de Paxiúba de vários tamanhos. Apresenta bom estado de conservação do solo, existem áreas de várzea, presença de macacos de cheiro, algumas árvores caídas, espécies arbóreas e frutíferas como o maracujá do mato. De fácil percurso, em 20 minutos, a trilha da Paxiúba é um excelente atrativo natural para as crianças. Está situada em um bioma amazônico considerado floresta tropical secundária, apresentando áreas de várzea com vários tipos de espécies arbóreas e frutíferas.

Mais informações na Gerência do Parque Estadual do Utinga – (91) 3184 3613 / 3276-2778 E-mail: parquedoutinga@sema.pa.gov.br

Ascom Sema

(91) 3184 3341

 

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