Aplicação piloto do Sisuc é avaliada como positiva

Santarém (16/05/13) – A aplicação piloto do Sistema de Indicadores Socioambientais para Unidades de Conservação (Sisuc) no Pará terminou na última quarta-feira,15, em Santarém e conseguiu atingir seu objetivo de reunir diversos setores da sociedade em um fórum de discussão do uso do território e de recursos naturais das Florestas Estaduais (Flotas) de Faro, Paru e Trombetas. Nessa primeira fase foram identificadas as prioridades a serem trabalhadas nessas Unidades de Conservação gerenciadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Em agosto, os Conselhos Gestores das Flotas da Calha Norte voltam a se reunir para a próxima fase da atividade, quando serão pensadas as ações e buscadas as soluções para a resolução das dificuldades.

Joanísio Mesquita, gerente das Flotas da Calha Norte, avalia que o Sisuc é uma ferramenta de qualificação e participação social na gestão da Unidade, e para que isso ocorra é necessária a participação de diversos atores sociais. “Nesses três dias de aplicação e avaliação do Sisuc nas Flotas tivemos a representação da população indígena, quilombola, extrativistas de castanha, representantes do setor madeireiro, organizações não governamentais, setor público, o que significa que estamos fazendo um exercício de gestão democrática modelo para o Estado e para a Amazônia como um todo”, avalia. Segundo o gestor, a reunião de atores sociais de diversas áreas em um fórum de discussão como o realizado em Santarém qualifica a ação e é um reflexo do comprometimento da gestão.

Os conselheiros suplentes e titulares das Flotas de Faro, Paru e Trombetas que participaram da aplicação piloto do Sisuc também avaliaram a ferramenta como importante e positiva para a participação social na gestão. “O Sisuc só tem a contribuir , pois a partir dele podemos manter o foco direcionado nas ações específicas. Vamos ter como monitorar as demandas e avaliar se elas estão sendo válidas ou não”, ressalta Joerison Fulter Nunes, conselheiro titular de Faro.

Os conselhos avaliaram o Sisuc como uma importante metodologia de acompanhamento das atividades voltadas para as Flotas, principalmente no decorrer do processo de direcionamento das ações. “O Sisuc é uma ferramenta para que possamos adquirir habilidades para monitorar as ações da gestão que estão por vir”, avalia Afonso Bastos, conselheiro suplente da Flota do Paru.

Gervásio Oliveira, titular do conselho gestor da Flota de Trombetas, espera que a qualidade de vida dos moradores da sua comunidade melhore com a aplicação do Sisuc. “Espero que a saúde e a educação dos nossos moradores melhore, pois a questão da invasão da área e a biodiversidade melhorou 100% após a criação da Unidade e as ações que já foram implementadas na Flota de Trombetas”, conclui.

Texto: Diap/Sema

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