Criação do Sisflora 2 mudará comercialização de madeira

Belém (14/05/13) – A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) analisa a implantação do novo Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), intitulado Sisflora 2, cujo objetivo é aperfeiçoar o sistema de monitoramento e fiscalização das atividades de comercialização da exploração madeireira. Além do novo sistema permitir um maior controle no combate à degradação do meio ambiente, proporciona também o melhor controle da legalidade no processo de comercialização.

A funcionalidade do Sisflora 2 baseia-se em um chip que será implantado na base das árvores que serão exploradas e nas toras de madeira, que saem da área de manejo autorizada, para exportação, permitindo o controle da exploração dessas áreas através dos chips, que serão monitorados por imagens de satélite. O Órgão Ambiental Estadual fará o monitoramento através de um número designado para o chip que diz onde a árvore está localizada e a quem pertence a área.

A necessidade da implantação do Sisflora 2 vem das exigências do mercado internacional, que pede a comprovação da autorização e da origem da madeira, para evitar que se compre de área desmatada. A empresa contratada pela Sema, TecnoMapas, está verificando qual será a fornecedora dos chips, que dependendo da quantidade, pode custar de R$0.20 a R$0.40 centavos cada.

 “Esse custo é quase insignificante para o investimento do empreendedor, considerando que este irá qualificar e atestar a regularidade na exploração madeireira, comprovada também na exportação. Esse sistema também facilita a verificação dos planos de manejo para checar se as árvores foram exploradas com base no volume que o empreendedor comercializou com as indústrias, pois com o chip nós não precisamos ir a campo”, enfatiza o Secretário Adjunto de Meio Ambiente, Hildemberg Cruz.

 De acordo com Organizações não Governamentais, os dados são de que 70% dos créditos de madeira, sistema que monitora quantos metros cúbicos há em cada área de manejo, são de fontes com origem ilegal. A intenção do Sisflora 2  é reduzir esse percentual o máximo possível.

 Em 2012, a Sema licenciou 3 milhões de metros cúbicos de madeira. Atualmente, até maio de 2013 foram licenciados 600 a 700 mil metros cúbicos, e a tendência é aumentar. Para isso, já está em discussão no estado a possibilidade de implantação do novo sistema de monitoramento para o primeiro semestre de 2014.

 A iniciativa do novo sistema irá exigir que muitas empresas tenham uma certificação de origem que dará essa rastreabilidade do que é explorado e o que é comercializado no estado. Esse processo irá sair das empresas que fazem exportação direta e será exigido também das empresas que fazem importação do mercado de São Paulo, que certamente exportam para o mercado externo.

 Junto com o novo sistema de monitoramento Sisflora 2, a Sema irá passar por um processo de reestruturação com a criação de três Institutos, o Instituto de Gestão e Regularização Ambiental (Igram), responsável pela execução da política de proteção, conservação e melhoria da qualidade ambiental, prevenção e correção da poluição e degradação ambiental provocada por atividades que utilizam recursos florestais; o Instituto de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Pará (Ibap), responsável pela execução da política de preservação, conservação e uso sustentável da biodiversidade, da fauna e da flora terrestres e aquáticas; e o Instituto de Águas e Clima do Pará (IACP), que terá a finalidade de coordenar e executar a Política Estadual de Recursos Hídricos. 

Essa nova estruturação permitirá à Sema ter mais capacidade para atuar na fiscalização e monitoramento das explorações madeireiras no Estado do Pará, e mais capacidade para fazer o licenciamento ambiental dessas áreas exploradas. A expectativa da Sema é que no final do segundo semestre de 2013 sejam aprovados esses institutos, que já estão sendo analisados pela Secretaria de Administração de Estado.

Ascom Sema

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