Projeto Alumina Rondon é discutido em Dom Eliseu

Dom Eliseu – (26/04/2013) – A loja Maçônica Juscelino Kubitschek , localizada em Dom Eliseu, sudeste paraense, foi palco da II Audiência Publica do Projeto Alumina Rondon,  na sexta-feira , 26. O evento deu continuidade à audiência pública realizada no dia anterior, em Rondon do Pará, que discutiu o projeto Alumina Rondon, de responsabilidade da empresa  Votorantim Metais, atual líder do mercado brasileiro de alumínio.

O secretário de Estado de Meio Ambiente (Sema), José Alberto Colares, coordenou e presidiu o evento, que também teve a participação de representantes do Ministério Público, da Procuradoria Geral do Estado, Prefeitura Municipal, membros da Câmara Municipal de Dom Eliseu, representantes da empresa e participação expressiva da população diretamente interessada.

Dom Eliseu está localizada a 150km de Rondon, mas uma pequena parcela do município ficará na área de lavra do projeto, isso motivou a Sema a realizar uma audiência no local. “Mesmo que grande parte do projeto deva ser realizado em Rondon, em um futuro próximo chegará a Dom Eliseu, por isso a população deve ser esclarecida sobre os impactos físicos, ambientais e sociais”, explicou o secretário.

O empreendimento deverá gerar, além de empregos, insumos para a implantação e operação do complexo industrial, pois irá verticalizar a produção em um só lugar (mina de bauxita e refinaria de alumina). Também terá baixo consumo de água porque o resíduo será filtrado e a água será reutilizada no processo industrial, isso resultará na geração do chamado “resíduo seco” (parte do minério que não é digerida), que tem armazenamento mais seguro.

Com o início da operação previsto para 2017 em Rondon, o projeto tem previsão de chegar a Dom Eliseu somente 21 anos depois, em 2038, mas o coordenador de Sustentabilidade do Alumina Rondon,  Sérgio Oliveira, disse que os  moradores de Dom Eliseu já poderão ser aproveitados em Rondon. “Nossa prioridade de contratação é para os dois municípios. Estamos conversando com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para qualificar os trabalhadores nas duas fases do projeto, tanto na fase da construção, quanto da operação. Até os “carteiras brancas”(contratação de pessoas sem experiência) terão oportunidade”,  explicou.

 A classe empresarial da cidade também será beneficiada, segundo o coordenador, já que a empresa fechou uma parceria com a Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), no Sistema Rede, para incentivar a contratação do fornecedor local, pois haverá diversificação da mão de obra local e fornecedores de insumo para atender ao projeto.

Durante a audiência, o assessor técnico do Ministério Público, Tarcísio Silva, teceu algumas considerações sobre as repercussões sócio-econômicas que o projeto irá trazer. Também questionou a empresa sobre o possível aumento da violência e a absorção de mão obra qualificada oriunda do fluxo migratório, em detrimento da mão de obra local.

Ao todo, contando os eventos em Rondon e Dom Eliseu, 3.212 pessoas compareceram às audiências do projeto Alumina Rondon. Antes das audiências, a empresa realizou uma rodada de fóruns técnicos, no período 2 a 5 de abril, para moradores da área de influência e para representantes de setores da sociedade dos dois municípios, autoridades, proprietários de áreas de interesse do projeto, estudantes, empresários, entidades de classe, lideranças comunitárias e religiosas.

A área do projeto é de cerca de 300 hectares, incluindo as instalações dos escritórios e áreas de apoio, infraestrutura temporária para a fase de construção (alojamentos) e área industrial composta de britagem, beneficiamento, refinaria, co-geração e os sistemas de disposição de resíduos. A reserva mineral da região tem um potencial acima de 1 bilhão de toneladas de bauxita, sendo o Pará  o 2° maior pólo produtor de bauxita e alumínio do mundo.

A audiência em Dom Eliseu teve 34 manifestações escritas e sete orais. Os interessados em contribuir ainda terão 10 dias, contados a partir da audiência de Dom Eliseu, para enviar a contribuição, que será juntada ao processo e analisada pela equipe técnica da Sema. A audiência publica é fundamental para que a empresa obtenha a licença ambiental.

Ascom Sema

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