Rondon do Pará recebe a I Audiência Pública de projeto Alumina Rondon

Rondon do Pará (25/04/2013) – Mais de duas mil pessoas se reuniram no Ginásio Poliesportivo em Rondon do Pará, sudeste paraense, para participar da I Audiência Pública do projeto Alumina Rondon, de propriedade da empresa Votorantim Metais, nesta quinta-feira, 25.

O secretário de Estado de Meio Ambiente (Sema), José Alberto Colares, presidiu e coordenou o evento. Compuseram a mesa a prefeita de Rondon, Cristina Malcher; a promotora pública do município, Liliane Rodrigues; o representante da Procuradoria Geral do Estado, Abelardo Bacelar, além de representantes do empreendedor. Também estiveram presentes na audiência membros de sindicatos, autoridades federais, municipais, estudantes, lideranças comunitárias e religiosas.

Para o titular da Sema, o empreendimento deve se tornar âncora do desenvolvimento local e social. " A Sema deve analisar também os impactos sociais do projeto, afinal, o licenciamento não passa só pela regularização ambiental, mas também pelo compromisso firmado pela qualidade de vida de quem vive aqui", sentenciou.

O complexo industrial com refinaria de alumina integrada à mina de bauxita fará o escoamento da produção até o embarque no porto de Vila do Conde, em Barcarena. Segundo o empreendedor, o projeto será autossustentável, pois irá utilizar coque de petróleo, carvão mineral e biomassa como energia elétrica.

O coordenador de Sustentabilidade do Alumina Rondon, Sérgio Oliveira, informou que serão investidos R$ 6,6 bilhões de reais no empreendimento, que irá produzir cerca de R$ 7,7 milhões de bauxita e 3 milhões de toneladas de alumina por ano. "Após a expansão do empreendimento, produziremos o dobro", explicou. A alumina, produto que será refinado com o projeto, é o principal insumo do alumínio. É extremamente utilizada em velas de automóveis e em metais para bens de consumo.

Para mitigar os danos ambientais, a empresa trabalhará com o sistema de tiras, que é a recomposição vegetal do terreno, conforme o avanço da mina. "Fazemos a supressão vegetal da área e armazenamos a terra fértil. Quando a extração de minério acaba, recolocamos a terra no lugar para que volte a fertilizar. As áreas irão retornar à condição de uso anterior ao da mineração", garantiu o coordenador.

Durante a audiência, houve 33 manifestações orais e 29 inscritas. As principais dúvidas giraram em torno de postos de trabalho, capacitação de mão de obra local e fluxo migratório. Localizado a 70 km de Rondon, o projeto promete gerar mais de 6 mil postos de trabalho na fase de implantação e 1.600 na etapa de produção, entre empregados próprios e indiretos. A empresa se comprometeu em priorizar a mão de obra e fornecedores locais, por meio de um programa de Comunicação Social, que evitará o inchaço populacional com a instalação do projeto.

A audiência serviu para que a população pudesse conhecer e esclarecer possíveis dúvidas sobre o empreendimento. O município de Dom Eliseu será palco da II Audiência Pública do projeto. O evento será na sexta-feira, 26, na loja Maçônica Juscelino Kubistchek, às 10h.

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