Animais são resgatados durante limpeza do Bolonha

Uma operação de resgate realizada durante a limpeza do lago Bolonha, no Parque Estadual do Utinga (Peut), permitiu a preservação de grande parte das espécies que se encontravam no local. A limpeza foi motivada pelo excesso de macrófitas, plantas aquáticas que desempenham importante papel na regulação dos ecossistemas, mas que, em excesso, reduzem o oxigênio da água, podendo causar a morte de peixes, além do assoreamento do lago. A limpeza deve prosseguir por mais três meses.

Com a supressão das macrófitas, surgiram os desafios de preservar a fauna do local, pois alguns animais foram encontrados mortos após à última limpeza, em 2009.“Percebemos que a dragagem era eficaz para retirar as macrófitas, mas com alta taxa de mortalidade da fauna, já que muitos animais costumam se esconder embaixo das raízes dessas plantas”, explicou o gerente do Parque,Vítor Matos. Diante disso, contratou-se a empresa Alphabio para acompanhar a limpeza e realizar o afugentamento, resgate, registro, identificação e translocação (reintrodução da espécie ao seu habitat natural) das espécies do local.

O lago, com 371 mil metros quadrados de água, foi submetido ao método da roçagem das ilhas e eliminação pelo dreno, no período de 19 de fevereiro a 31 de março. O método utilizado foi considerado satisfatório e pouco letal, já que o barulho produzido pelos mergulhadores durante a roçagem afugenta os animais, o que diminui aqueles que correm o risco. “Os que não foram afugentados, foram resgatados para identificação e depois soltos. Para fins de estudo, fizemos marcação com os aspectos naturais da espécie: cicatrizes, cores, tamanho e até a presença de parasitas foram anotadas para identificar o animal”, contou o administrador da Alphabio, Augusto Pereira.

Ao todo, foram encontrados 175 animais, entre anfíbios e répteis. Desses, 90% pôde retornar ao habitat. Na contagem final, descobriu-se que 55% deles eram formados por serpentes, sendo 18 espécies da fauna silvestre. Durante a captura, houve baixo número de animais mortos, apenas 9%. A quantidade de insetos encontrada não foi registrada.

Também foi encontrada uma quantidade significativa de animais, ainda não identificados, em uma cisterna. Os animais se assemelham a anfíbios, o que para o biólogo Breno Almeida, é muito significativo. “Encontrar anfíbios é um indicativo de que o ambiente é saudável, já que esses animais são sensíveis a mudanças de temperaturas e a agentes químicos.”, explicou.

A espécie desconhecida foi enviada para centros especializados de vida silvestre, para estudo.

Lago Bolonha – O lago Bolonha é responsável, em conjunto com o Água Preta, pelo abastecimento de 70% das moradias da Grande Belém e alguns bairros de Ananindeua. 

Ascom Sema

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