Sema utilizará imagens de radar para monitorar áreas protegidas

Belém (03/04/13) – Técnicos das Gerências de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (GEPICT), e de Geoprocessamento e Cartografia da Diretoria de Áreas Protegidas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema); e profissionais do Instituto do Homem e Meio Ambiente (Imazon), acompanhados pelo especialista em processamento de imagens de radar, Dirk Hoekman, da Universidade de Wageningen, Holanda, participaram no fim de março de uma excursão em Paragominas, que deu início à fase de coleta de dados de uso e cobertura do solo do município.

Este trabalho também será realizado na Terra Indígena Alto Rio Guamá, o que possibilitará a execução do projeto de monitoramento da cobertura vegetal da Terra Indígena Alto Rio Guamá, coordenado pela GEPICT, e na porção noroeste paraense das Unidades de Conservação da Calha Norte. Dirk Hoekman será o responsável pelo treinamento da equipe técnica da Sema, que ocorrerá parte no Brasil e parte na Holanda como atividades do projeto Augmenting Forest Monitoring Capacity in the Brazilian Amazon through Radar Remote Sensing, financiado pela Fundação Moore e executado pela Universidade de Wageningen.

O projeto, que prevê o uso de imagens de radar e de programas computacionais para essa análise, aumentará a capacidade de monitoramento da cobertura vegetal destas regiões em complementação à análise de imagens ópticas obtidas por satélites. Entretanto, um dos grandes obstáculos ao uso de imagens ópticas nas regiões de florestas tropicais, apontados, é a alta incidência de nuvens persistentes, nevoeiro e fumaça sobre as áreas, que impedem a visualização da superfície terrestre.

As imagens de radar são obtidas pela emissão de radiação eletromagnética que, por atravessarem nuvens e fumaça, cobrem toda a área de interesse de modo contínuo em um mesmo intervalo de tempo. Através da análise de diferentes imagens ao longo do tempo é possível verificar alterações que venham a ocorrer como a supressão da vegetação e até a retirada individual de uma árvore, como exemplo de sua acurácia, dentre outras capacidades do sistema.

A gerente de Terras Indígenas e Comunidades Tradicionais, da Sema, Claudia Kahwage explica que, no caso da Terra Indígena Alto Rio Guamá, que é intensamente ameaçada, esta será uma eficiente ferramenta. “Ela auxiliará na rápida identificação de sinais de desmatamento, favorecendo a fiscalização das atividades e mitigação de crimes ambientais na área. E a capacitação de técnicos da Diretoria de Áreas Protegidas da Sema permitirá a transferência desta tecnologia para o aprimoramento das atividades de proteção à biodiversidade em nosso estado”, garantiu.

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