Sema realiza I Seminário Estadual de Águas e Florestas

Belém – 27/03/2013 – A importância da manutenção e preservação dos recursos hídricos e das florestas será discutida nesta quarta-feira, 27, durante todo o dia. A atividade faz parte do I Seminário Estadual de Águas e Florestas, um evento promovido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), por meio das Diretorias de Áreas Protegidas (Diap) e de Recursos Hídricos (Direh), no auditório da Universidade Estadual do Pará (Uepa).

A abertura aconteceu às 9h e contou com a presença da diretora de Recursos Hídricos, Verônica Bittencourt, que representou o titular da Sema, José Alberto da Silva Colares. Também estiveram presentes a representante da Diap, Maria Bentes e o técnico da Agência Nacional de Águas (ANA), Cristiano Pereira. Na abertura, Maria Bentes ressaltou a importância da integração dos seminários de águas e florestas em um só evento. "O seminário foi pensado em conjunto para trazer o maior número de informações possíveis", observou.

É primeira vez que duas diretorias promovem um evento integrado. "O objetivo é transmitir para a sociedade as principais ações que a Sema desenvolve na gestão dos recursos hídricos e das florestas", explicou a diretora Verônica Bittencourt. Segundo ela, a procura pelo seminário foi muito grande, o que traduz o grande interesse da sociedade sobre o tema.

O evento iniciou com a palestra "Gestão de Recursos Hídricos no Estado do Pará", ministrada pela diretora. Os participantes puderam conhecer as ações, estruturas e projetos que estão sendo desenvolvidos pelo Estado na gestão de recursos hídricos.

A cobrança pelo uso de recursos hídricos no Brasil também foi discutida. O técnico da ANA, Cristiano Pereira, explicou a importância desse instrumento de gestão para a sociedade. "Muitas vezes, a cobrança é vista de forma negativa, isso acontece porque a sociedade desconhece quais são os objetivos e como é implementada a cobrança", explicou.

Segundo Cristiano, a cobrança é um instrumento de gestão com o objetivo de reconhecer a água como um bem de domínio público (lei das águas), incentivar o uso racional desse recurso através de projetos de educação ambiental e ainda arrecadar recursos financeiros para execução de projetos de investimento do plano de recursos hídricos de bacias. "O instrumento não é uma taxa e nem um imposto, é um preço público pela utilização de um bem público, que é  água, um recurso natural limitado, dotado de valor econômico”, disse. Para Cristiano, a cobrança é como se fosse um pacto entre os usuários de água, poder público e a sociedade.

Os participantes também puderam conhecer a experiência bem sucedida de Minas Gerais na gestão de recursos hídricos. O Estado mineiro já possui um Plano de Recursos Hídricos e Comitê de Bacias.

Na segunda-feira, técnicos realizaram minicursos para os interessados. Os temas foram "Educação Ambiental e Recursos Hídricos", "Hidrologia Básica" e "Gestão de áreas suscetíveis a inundações".

A programação segue na tarde de hoje:

14h – Preservação e conservação das florestas e águas (Crisomar Lobato / Sema)

14h30 – Pesquisa científica para a criação e gestão de Unidades de Conservação (Regina Oliveira / MPEG)

15h – O Uso do Recurso Florestal: uma visão sustentável para as Florestas Estaduais (Marcélia Corrêa / Sema)

Estudo de Caso sobre Unidades de Conservação da Região Metropolitana de Belém

15h30 – Parque Estadual do Utinga / Peut (Vitor Matos / Sema)

16h – Refúgio da Vida Silvestre Metrópole da Amazônia e importância das florestas e águas em área urbana (Socorro Almeida / Sema)

16h30 – Área de Proteção Ambiental (APA) da Ilha do Combu (Brenda Batista / Sema)

17h – Considerações finais (Maria Bentes / Sema)

17h20 – Coquetel de Encerramento

Fonte: Diretoria de Áreas Protegidas (Diap)

Ascom Sema

(91) 31843341

 

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