Revisão da Política de Educação Ambiental é pauta de seminário da Sema

Belém (27/03/13) – Encerra nesta quarta-feira, 27, o Seminário Interno sobre a Política Estadual de Educação Ambiental 2013 “Fortalecimento da Política Ambiental”, coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O evento, iniciado na terça, 26, abrange palestras, oficinas e espaço para perguntas e respostas. Tem a contribuição de representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Universidade Federal do Pará (UFPa). Na oportunidade, o Projeto de Lei sobre a Política Estadual de Educação Ambiental também está sendo discutido para revisões e complementações.

De acordo com o titular da Sema, José Alberto Colares, apesar de um grupo ainda pequeno, os profissionais atuantes na Educação Ambiental é “aguerrido e fundamental para a propagação de do desenvolvimento sustentável no Pará”. “Embora estejamos desenvolvendo várias atividades exitosas, ainda atuamos com precariedade nessa área. É fundamental que a gente discuta o conceito e a finalidade do desenvolvimento sustentável, pois estamos com urgência de assimilar a cultura da sustentabilidade. E sustentabilidade é equidade social. É dar oportunidade de qualidade e transformação de vida para todo mundo. E a educação ambiental tem que ser o canal de distribuição dessa cultura, de uma nova filosofia de vida”, defendeu.

A técnica do MMA, Aida Silva, falou a respeito do esforço para implementar as políticas de Educação Ambiental nos Estados, dos desafios da Sociedade Moderna, onde impera a desigualdade e o consumismo. De acordo com a especialista, o Programa Nacional de Educação Ambiental tem respondido a essas demandas através de metas ambiciosas nas áreas de agricultura familiar, resíduos sólidos, mudanças climáticas, Recursos Hídricos, Unidades de Conservação, licenciamento e saneamento. “Muitas dessas ações ocorreram porque um grupo de trabalho pautou políticas ambientais nessas áreas. E desde o ano passado, o MMA tem articulado diretamente com os Estados. E esperamos que com este seminário, tenhamos um agenda comum, onde possamos prever implantação de programas e capacitação de pessoas”, sugeriu.

O geógrafo da Coordenadoria de Educação Ambiental da Sema, Lucivaldo Pontes, discorreu sobre Gestão Ambiental na Educação Pública. Ele explicou a diferença entre a educação ambiental e a educação tradicionalmente enraizada em nossa sociedade. Nesta, ele esclareceu que existe uma forma disciplinada, fragmentada de passar o conhecimento. “Na primeira, há inter e multidisciplinaridade, e também transversalidade, pois dialoga não somente com a química, biologia, história, mas com outras áreas de conhecimento, que é o caso da Sema. No órgão ambiental, ela precisa se relacionar em todos os setores. Um programa de Educação Ambiental é previsto dentro de um processo de licenciamento, por exemplo. Não são coisas isoladas, mas que devem se comunicar”, afirmou.

A professora da Universidade Federal do Pará, Maria Ludetana Araújo, doutora em Educação Ambiental, defendeu entre os presentes a necessidade de entender a Educação Ambiental como um processo de mobilização social e de construir uma consciência sólida em relação ao assunto. Ela garantiu que as pessoas podem se encantar com a temática por causa do comportamento de quem passa a informação, que teria mais influência e eficácia do que o discurso impositivo. “Ninguém se sente inconsciente, por isso, o processo de conscientização da educação ambiental é difícil. Então, precisamos mudar posturas, quando vamos à feira, shopping, em casa. Educação Ambiental é a prática da conciliação do bem-estar social, da qualidade de vida e da estabilidade ecológica”, disse, citando o autor Maurice Strong.

O deputado federal, Arnaldo Jordy, também ofereceu suas contribuições ao Seminário. Ele relembrou aos presentes sobre o primeiro Projeto de Lei de Educação Ambiental, elaborado em 2006, que precisa ser ajustado no quesito previsões de fontes de financiamento. “Esse projeto foi feito por dezenas de mãos, coordenadas pela professora Ludetana. Precisamos finalizá-lo. É uma necessidade urgente. Temos que aplicar a Lei. Esse debate precisa ser feito nas comunidades e em escala maior para que interesses sejam enfrentados. Aqui, são iniciativas heroicas, porque são iniciativas próprias”, elogiou.

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