Fórum Paraense de Mudanças Climáticas realiza primeira reunião de 2013

Belém (07/03/2013) – O Fórum Paraense de Mudanças Climáticas (FPMC), presidido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), realizou sua 2ª Reunião Ordinária na última quarta-feira, 06, no auditório do Centro Gestor do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), em Belém. Primeiro encontro do FPMC em 2013, a reunião foi marcada pela construção de propostas para a operação do Fórum, bem como pelo compartilhamento de experiências entre membros, instituições parceiras e diversos convidados. A organização não-governamental The Nature Conservancy (TNC) e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) fizeram uma apresentação sobre suas atuações na área de Clima, momento em que os participantes do Fórum puderam conhecer algumas das iniciativas executadas em outros Estados, regiões e países.

O presidente em exercício do FPMC, o titular da Sema, José Alberto da Silva Colares, chamou a atenção para o fato de que um dos objetivos do Estado é não apenas promover a discussão sobre Mudanças Climáticas, como também fortalecer ações de base do Estado para que a “Agenda Clima” possa ser efetiva. “Temos que cuidar do básico para dar alicerce às questões mais amplas, como é o caso das Mudanças Climáticas. Por exemplo, os recursos hídricos constituem a essência de diversos serviços ambientais, mas precisamos casar a política de valorização desses ativos com o fortalecimento da gestão de recursos hídricos do Estado”.

Colares foi ainda mais enfático ao mencionar os quase 83 milhões de hectares de Áreas Protegidas situados no território paraense, afirmando que “a questão das Mudanças Climáticas precisa estar assentada em instrumentos que gerem um modelo de governança estruturado aqui no Estado. Sem esses instrumentos, como um Projeto de Inteligência Ambiental, como a Sala de Monitoramento, como a Fiscalização Estratégica, nós não transformaremos em realidade o que se discute aqui neste Fórum”, pontuou.

O Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp) apresentou estudo, ainda em desenvolvimento, que tem como objetivos identificar e propor o acompanhamento do Estado às iniciativas de REDD+ no território paraense. “Este estudo é um importante instrumento para que o Estado não só tenha a percepção do que acontece em seus limites, como também seja um ente proativo em relação a essas iniciativas”, frisou Wendell Andrade, secretário-executivo do FPMC.

A reunião promoveu, por fim, uma sessão de proposição de ideias, visando a identificar, a partir dos próprios membros presentes, demandas importantes para o estabelecimento de um “Plano de Ação” para o Fórum nos próximos meses. Dentre as proposições realizadas, foram destaque: a necessidade de o Estado obter seu Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE); a utilização do FPMC como canal de sensibilização da sociedade sobre Mudanças Climáticas, sobretudo para o público infantil, nas escolas; e a necessidade de criação de uma plataforma virtual no Estado, para a difusão de assuntos relacionados às Mudanças do Clima. Essa atividade teve por objetivo gerar os primeiros contornos de atuação das duas Câmaras Técnicas criadas dentro do Fórum, desde dezembro de 2012, que são a de “Mudanças Climáticas” e a de “Serviços Ambientais e REDD+”.

As Câmaras Técnicas deverão se reunir em abril e maio deste ano para focalizar em temas-chave. A III Reunião Ordinária do FPMC está marcada para o dia 12 de junho, em local ainda em definição.

Estiveram presentes representantes na ocasião: Sema, Seicom, Emater, Arcon, Ideflor, MPE, Sagri, Idesp e Secti (pelo Estado); Sipam, Inmet, Inpe Eletronorte e Incra (pelo Governo Federal); Ipam, TNC, Imazon (representando a Sociedade Civil Organizada).

Ascom Sema

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