Sema e Ibama discutem regularidade ambiental e monitoramento no Pará

Belém- (17/01/2013) – Um encontro para discutir regularidade ambiental e monitoramento reuniu a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama),  na sede da secretaria. O evento teve também a participação do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Federação das Indústrias no Pará (Fiepa) e Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará (Aimex).

“Precisamos firmar parcerias para melhorar os processos de licenciamento e monitoramento, por isso, apostamos no Ibama, em parceria com instituições de ensino e pesquisa e o setor produtivo para, conjuntamente,aperfeiçoar nosso processo de gestão florestal”, disse Hildemberg Cruz, secretário adjunto da Sema.

A Sema já está se estruturando com tecnologias que permitem uma leitura e medição mais específicas das imagens, principalmente em locais de difícil acesso aos técnicos, o que otimiza o trabalho de  licenciamento, fiscalização e elaboração do Cadastro Ambiental Rural (Car). “As ferramentas adquiridas recentemente, por meio do Fundo Amazônia, customizam as imagens para web e atendem, com prontidão, o usuário do Car que consegue, através de um download, diagnosticar a situação ambiental do imóvel”, explicou o coordenador do Núcleo de Geotecnologias da Sema, Vicente de Paula.

Com esses novos aparatos, o Estado do Pará já possui condições de determinar áreas consolidadas ou não consolidadas. “Hoje, com as ferramentas que a Sema possui é possível verificar se determinada área estava desmatada ou explorada em anos anteriores.”, contou Paulo Amorim, engenheiro cartógrafo e gerente técnico da Santiago & Cintra Consultoria., empresa que irá trabalhar direto com a equipe técnica da Sema  para estruturar a metodologia e dar o suporte técnico necessário.

Durante a reunião, também se discutiram os aspectos legais e técnicos para proposição de uma Instrução Normativa de licenciamento e execução de atividades de manejo em áreas que foram submetidas à exploração seletiva de madeira. “Por ser um tema sensível para a sociedade, a discussão e definição sobre as possibilidades e formas de disciplinar o uso dessas áreas devem ser feitas por especialistas e por pessoas com longa experiência em manejo florestal”, informou o secretário adjunto.

A próxima reunião está agendada para a quarta-feira, 22, às 9h. Na pauta, discussão das diretrizes técnicas para a disciplina de uso de áreas que sofreram exploração seletiva em floresta pública estadual, com vista à elaboração de uma legislação que vai esclarecer os procedimentos para autorização de plano e manejo em áreas de concessão florestal no estado.

 

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