Reunião Pública discute riscos ambientais da construção de Terminal em Barcarena

Belém, 17/10/12 – Moradores do assentamento rural Trambioca, licenciado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), participarão de uma Reunião Pública, nesta quarta-feira, 17, às 15h, para discutir a construção do Terminal de Uso Privativo (TUP- Vila do Conde) em Vila do Conde, município de Barcarena. Os comunitários decidiram pela reunião pública, pois acreditam que serão diretamente afetados pelo empreendimento.
 
O TUP foi projetado para realizar o transbordo de produtos vindos dos rios Amazonas, Tocantins, Tapajós e Madeira. O terminal será construído em Itupanema, uma zona portuária, mas o projeto alcança cerca de 51 hectares.
 
Antes da I Reunião Técnica, a empresa responsável pelo empreendimento, a Hidrovias do Brasil, realizou duas prévias de audiência com o objetivo de estabelecer contato com os moradores. Na I Audiência Pública, coordenada pela Sema, em 4 de setembro, compareceram cerca de 400 pessoas. A empresa apresentou o empreendimento e ouviu as manifestações das comunidades municipais, associações de pescadores, barqueiros e moradores locais, além da presença do Ministério Público do Estado, da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Mineração, da Secretaria de Estado de Segurança Pública, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Centro Comunitário local.
 
“Um empreendimento antes de ser do empreendedor, tem que ser da comunidade. Audiência se faz para isso: não só condicionar a sustentabilidade técnica, mas ir ao encontro dos anseios da comunidade”, destacou o titular da Sema, José Colares.
 
Remanejamento de famílias, despejamento ou vazamento de resíduos nas águas em caso de acidentes, interferência na atividade pesqueira e valorização da mão de obra local foram alguns questionamentos feitos durante a audiência que motivaram, por parte dos moradores da Ilha de Trambioca, uma nova reunião. “Os moradores dessa localidade acreditam que serão afetados, por isso pediram uma Reunião Pública antes de elaborarmos nosso parecer técnico. Será a oportunidade de conhecermos o ponto de vista deles, que vivem da pesca, artesanato e turismo. A participação popular é indispensável antes de se licenciar um empreendimento”, explicou o biólogo da Sema, Alex Ruffeil.
 
 Grãos, farelo, fertilizantes, placas, bobinas, carvão, calcário e demais cargas serão movimentadas pelo terminal, que ampliará as importações e exportações da região. A obra reduzirá distâncias e gastos com transporte.
 
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