Reunião detalha o uso de nova tecnologia adquirida pela Sema

Belém (05/10/12) – Reunião foi realizada nesta quinta-feira, 4, para explicar detalhadamente o uso do RapidEye, nova geotecnologia tipo Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) recém adquirida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), para aumentar o controle ambiental no Pará. Essa moderna tecnologia vai aliar seus resultados a imagens de satélite de alta resolução e softwares desenvolvidos para monitoramento, classificação de imagens e mapeamento de uso do solo. O secretário de Meio Ambiente do Pará, José Alberto Colares, manifestou interesse em resolver a cobrança pública contra as transgressões ao meio ambiente. “Temos um comprometimento com o desmatamento zero e queremos discutir a potencialização das imagens entre os parceiros, para uma gestão compartilhada”, destacou.

Na ocasião, engenheiros da consultoria responsável pela transferência de tecnologia à Sema explicaram as características técnicas das imagens obtidas pelo RapidEye e que a aquisição das imagens de satélites de novos softwares vai atender os interesses da secretaria no Cadastro Ambiental Rural (CAR), no monitoramento de planos de manejos, e outras aplicações na fiscalização e vistorias necessárias ao Estado.

O Cadastro Ambiental Rural (CAR), criado pelo estado do Pará, é reconhecido como importante instrumento de controle ambiental e é tratado como obrigatório pelo novo Código Florestal. Atualmente, mais de 60 mil imóveis rurais foram cadastrados no site da Sema, via on line. Este novo comportamento ambiental tem permitido que municípios do Pará que faziam parte da lista de maiores desmatadores do Brasil saíssem dela. Paragominas é o maior representante desse exemplo.

Bastante avançado e de baixo custo, o novo sistema permite o imageamento por veículo aéreo não tripulado, para ser utilizado pelos especialistas de aerofotogrametria do Núcleo de Geotecnologias da Sema, na produção de mosaicos que mostrarão a situação ambiental do dia do aerolevantamento e com resolução centimétrica. Essas informações vão tirar dúvidas de interpretação e medição sobre imagens, em locais onde uma vistoria encontra dificuldades de acesso, proporcionando economia e garantia de resultados na elaboração de laudos técnicos.

Em teste realizado na área do Parque Estadual do Utinga, na quarta-feira (3), a aeronave com piloto automático, sistema inteligente acoplado, com câmera e Sistema Global de Posição (GPS, sigla em inglês), fez sobrevoo a 164 m de altura e captou imagens de alta resolução. Segundo a engenheira gerente de produtos da Vant, Raquel Carlessi, o planejamento do percurso da aeronave mantém controle da altitude, da velocidade do vento, carga da bateria, do número de fotografias feitas e da extensão territorial percorrida, entre outros controles. “O plano de voo no Parque do Utinga cobriu 27 hectares, em 20 minutos, mas em 30 minutos pode-se percorrer em torno de 40 ha. Se houver condições meteorológicas adversas, o equipamento retorna ao ponto de lançamento”, orienta.

O coordenador de geotecnologias da Sema, Vicente Sousa, considera que “essa ferramenta vai ser muito importante na gestão florestal, no CAR, no Licenciamento de Atividades Rurais, na dinâmica do desmatamento, da regeneração da cobertura vegetal e para tirar dúvidas da análise espacial, em vistorias de áreas de manejo florestal. Esse empreendimento só está sendo possível por causa de verba captada pelo Fundo Amazônia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES”.

No encerramento, os presentes mostraram o apoio e reconhecimento à evolução da Sema no que se refere ao monitoramento ambiental, e lançaram propostas de capacitação de técnicos das instituições parceiras na regularização fundiária e ambiental do estado do Pará. Ficou ainda decidido a criação de uma Sala de Solução dentro da Sema, para que haja um permanente contato entre os órgãos envolvidos nesse trabalho.

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