Novas geotecnologias na Sema aumentam o controle ambiental no Pará

Belém (21/09/12) – A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) vai aumentar o controle ambiental no Pará com a aquisição recente de novas geotecnologias como as imagens de satélite de alta resolução dos sensores SPOT e RapidEye e softwares desenvolvidos para monitoramento ambiental, classificação de imagens e mapeamento de uso do solo.

Tecnologias modernas disponíveis para esse controle estão sendo utilizadas nas ações do governo do estado do Pará, por meio da Sema, com apoio dos municípios e outras parcerias no combate às queimadas e incêndios florestais. A Sema utiliza atualmente o Sistema de Monitoramento de Incêndio Florestal desenvolvido pela Vale/Hiparc, que utiliza 19 satélites para detecção e gera dados meteorológicos a cada seis horas e de focos de calor em intervalos de quatro horas.

A exploração seletiva da madeira através de análises espaciais na medição de Projetos de Manejo Florestais Sustentáveis (PMFS) está entre os principais objetivos da Sema.

O Sistema Integrado de Licenciamento e Monitoramento Ambiental (Simlam) e o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) permitem que o público tenha informações, pela internet, sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), a Licença Ambiental Rural (LAR) e da Autorização de Exploração Florestal (Autef) e demais tipos de licenciamentos protocolados no órgão ambiental do Pará.

De acordo com Vicente de Paula Sousa, coordenador do Núcleo de Geotecnologias da Sema, as atividades de suporte técnico utilizam conhecimentos de geoprocessamento e sensoriamento remoto para o monitoramento da dinâmica do desmatamento e regeneração da cobertura vegetal e do mapeamento do uso do solo. “Nossas últimas aquisições para a área de geotecnologias, como imagens de satélite de alta resolução dos sensores SPOT e RapidEye e softwares desenvolvidos para monitoramento ambiental, classificação de imagens e mapeamento de uso do solo darão maior precisão  aos nossos diagnósticos, permitindo que possamos aprimorar procedimentos de análise e melhor apoiar o licenciamento, a fiscalização e a elaboração do Cadastro Ambiental Rural”, afirma Vicente de Paula.

O Cadastro Ambiental Rural (CAR), criado pelo estado do Pará, é reconhecido como importante instrumento de controle ambiental e é tratado como obrigatório pelo novo Código Florestal. Atualmente, mais de 60 mil imóveis rurais foram cadastrados no site da Sema, via online. Este novo comportamento ambiental tem permitido que municípios do Pará que faziam parte de uma lista de maiores desmatadores do país saiam dela. Os municípios de Paragominas, Cumaru do Norte, Ulianópolis e Dom Eliseu alcançaram o índice mínimo de 80% de propriedades rurais inscritas no CAR e trabalham para manter o desmatamento monitorado e sob controle.

O coordenador do Núcleo de Tecnologia da Informação, Flávio Macedo, considera bastante avançado e de baixo custo o novo sistema, que está sendo adquirido pela Sema, que permite o imageamento por veículo aéreo não tripulado (tecnologia VANT), para ser utilizado pelos especialistas de aerofotogrametria do Núcleo de Geotecnologias, na produção de mosaicos que mostrarão a situação ambiental do dia do aerolevantamento e com resolução centimétrica. Essas informações vão tirar dúvidas de interpretação e medição sobre imagens, em locais onde uma vistoria encontra dificuldades de acesso, proporcionando economia e garantia de resultados na elaboração de laudos técnicos. “O uso de tecnologias modernas, com constante aprimoramento e capacitação das equipes para realização do controle ambiental são imprescindíveis para alcançarmos bons resultados, juntamente com as parcerias entre a União, Estado e municípios no combate às queimadas e ao desmatamento”, conclui Flávio Macedo.

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