Sema consolida parceria com indígenas para proteção das florestas

Belém, 25/4/12 – Este mês, durante as comemorações do Dia do Índio, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará, através da Gerência de Gestão Ambiental em Terras Indígenas e Quilombolas, da Diretoria de Áreas Protegidas (Diap), realizou oficinas temáticas sobre a importância das Florestas das Terras Indígenas como fonte de serviços ambientais e entregou títulos da bolsa “Guardiões da Floresta” com assinatura de Termo de Compromisso dos indígenas, em várias aldeias da região do Rio Gurupi, na Terra Indígena Alto Rio Guamá, no município de Paragominas.

A bolsa “Guardiões da Floresta” foi concedida, pela Sema, por meio de convênio financeiro firmado com a Associação do Grupo Indígena Tembé, em parceria com o Ministério Público Federal e a Fundação Nacional do Índio, a 150 famílias indígenas da região do Rio Gurupi, por um período de um ano, com objetivo principal de conter a extração ilegal de madeira e dar proteção a espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção, com alta incidência na Terra Indígena Alto Rio Guamá. Um exemplo são duas espécies de macacos – Chiropotes satanás (Cuxiú-preto) e Cebus Kaapori (Cairara), que estão em nível crítico de extinção e necessitam ser protegidos.

“A Sema está consolidando ações que visam os povos indígenas do Pará como parceiros na missão de conservação e proteção da biodiversidade do Estado, uma vez que no Pará as Terras Indígenas possuem alta relevância estratégica para o ordenamento territorial, pois ocupam quase 25% do território paraense”, explica Claudia Hahwage, gerente de Gestão de Terras Indígenas da Sema.

Ainda de acordo com a pesquisadora, as Terras Indígenas são consideradas como componentes fundamentais de conservação e uso sustentável da biodiversidade e dos recursos naturais do Estado, tanto pela variedade dos ecossistemas, riqueza de espécies que abrigam e pela configuração territorial estratégica que ocupam em relação a diversas categorias de Unidades de Conservação – formando cinturões territoriais de efetiva proteção contra o desmatamento e grilagem de terras – quanto pela situação de relativa preservação de seus recursos naturais.

A concessão das bolsas às famílias indígenas é uma iniciativa piloto que visa ter como parceiros os indígenas em ações futuras de monitoramento da biodiversidade com ênfase em espécies ameaçadas de extinção, proteção, vigilância territorial e ambiental e reflorestamento, tendo em vista a preservação e conservação florestal da Terra Indígena Alto Rio Guamá, um dos únicos refúgios significativo de vida silvestre do nordeste paraense.

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