Educação Ambiental chega a empreendedores de Ponta de Pedras-Santarém

Belém (15/07/11) – Donos de bares, de restaurantes, hotéis, barracas, associações, caiateiros, conselheiros da Área de Proteção Ambiental (APA) da comunidade de Ponta de Pedras, em Santarém, foram sensibilizados por ações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) na última quinta-feira, 14. Chegou à localidade a I Oficina de Práticas Comunitárias de Educação Ambiental, parte integrante do Projeto Ação Verão 2011, coordenada pela Coordenadoria de Capacitação e Educação Ambiental (Ceam), do órgão ambiental.

Os benefícios dessa ação já foram observados pela comunidade. “Peixes andam em cardume, repararam? Bom, me sinto como um deles aqui na comunidade. É como se ficássemos fortalecidos em grupo. A varinha sozinha quebra com facilidade, mas experimente tentar quebrar um monte de uma só vez, não é fácil”, assim se descreveu Anivaldo Belém, presidente da Associação dos Moradores Nossa Senhora das Graças e membro da comunidade de Ponta de Pedras.

Uma das metas da vida em comunidade é a integração. Por isso, os técnicos fizeram o “Vivência de Pluralidades”, dinâmica em que se estimula a alteridade. O participante deveria escolher uma gravura e colar nas costas do amigo. A imagem deveria refletir um pouco do outro. Crislena Gentil, dona da Barraca Bom Paladar, optou pela gravura de uma criança. “Acredito que elas são a esperança, o futuro. E é isso o que vejo para a nossa comunidade, a esperança de um bom futuro”, expressou.

“Se essas pessoas que têm contato com os veranistas puderem ser nossos porta-vozes, o potencial ambiental de Santarém, com certeza, será conservado”, explicou a coordenadora do projeto Ação Verão em Santarém, Mira Araújo.

A Oficina também busca, de forma quase intimista, o autoconhecimento e, para isso, lança textos reflexivos para serem dialogados. Exemplo da “Fábula da Convivência”, que fala da sobrevivência em grupo. Também foi exibido o vídeo “Vida em apartamento”, que ilustrou um problema ambiental da vida moderna e comum nas praias paraenses: a poluição sonora, que já resultou em prejuízo para barraqueiros da localidade.

Um cartaz informativo com o tempo de decomposição dos principais materiais encontrados na praia foi desenvolvido e depois anexado à porta do banheiro dos clientes. Afinal, não é só o barraqueiro que tem obrigação de manter tudo limpo, mas todos os que aproveitam a praia. Sobre este tema, Sineide Wu, técnica da Sema, deu uma palestra. Ela parabenizou a iniciativa dos moradores de Ponta de Pedras em se organizarem em mutirões para a coleta e seleção do lixo. Eles recolhem e depois selecionam o lixo. O que dá para vender, vendem, depois revertem a renda para a comunidade.

A equipe também aplicou um questionário sócio-ambiental para os proprietários das barracas. O objetivo é compilar dados específicos para posterior análise do balneário.

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