Água e lixo são temas do 2° dia de Oficina Ambiental em Maracanã

Belém (14/07/11) – A comunidade de Maracanã, em Santarém, região do Baixo Amazonas, participou de mais uma atividade do projeto Ação Verão 2011, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) na última terça-feira, 12. Os presentes fizeram uma leitura reflexiva do texto “Destruir, por quê?” durante a continuação da I Oficina de Práticas Comunitárias de Educação Ambiental.

A oficina é a primeira etapa do projeto Ação Verão, coordenada pela Sema, por meio da Coordenadoria de Capacitação e Educação Ambiental (Ceam), e tem por objetivo conscientizar a comunidade dos principais litorais paraenses para a problemática ambiental advinda do fluxo de pessoas nesta época do ano.

A educação ambiental proporciona conhecimento, habilidade, atitude consciente e uma nova postura diante dos problemas ambientais.  A apresentação do vídeo “O problema não é meu”, do diretor Sam Weiss, expressou o comportamento de muitos que se esquivam da responsabilidade de fazer a sua parte. “Percebi que não posso deixar de lutar pelo meio ambiente porque os outros não fazem. Mesmo sozinho, já estou mudando o mundo”, compreendeu Álvaro Moura, proprietário da “Barraca Quarentão”.

Sineide Wu, técnica da Coodenadoria de Gestão Compartilhada e Regionalizada (Coger) da Sema, realizou uma palestra sobre resíduos sólidos. O lixo na praia foi o destaque. “A poluição na areia prejudica as crianças, que contraem várias doenças nessa época, tais como larva migrans, famoso bicho geográfico, além do que, o lixo atrai os vetores de doenças, exemplo de ratos, baratas e moscas”, ressaltou.

Materiais cortantes descartados pelos veranistas na areia também foi um ponto importante. Os 4R´s: repensar, reduzir, reaproveitar e reciclar foram lembrados. “É preciso refletir e ter uma ação consciente e ambiental. O consumo sem freios e o descarte irracional devem ser evitados. Eu, por exemplo, só compro o que realmente é necessário e procuro reaproveitar tudo o que ainda tem serventia”, disse Sineide. 

Clézio Fonseca, técnico da Ceam, também fez uma exposição no local. Ele falou sobre recursos hídricos. As doenças causadas pela contaminação das águas por meio de ingestão, contato e vetores foram tema de discussão. Seca, poluição por esgotos, insumos agrícolas, contaminação por metais pesados, desmatamento das matas ciliares, e, principalmente, o desperdício, fizeram parte da palestra. “Por exemplo, escovar os dentes com a torneira aberta chega a gastar até 12 litros, já com a torneira fechada gastamos apenas meio litro”, comparou o técnico.

O vídeo “Carta Escrita no ano 2070” em que um homem relata a difícil vida com a escassez de água foi mostrado aos participantes. Segundo os técnicos, a mudança de comportamento evitará a situação trágica exposta no vídeo. “Conservar é um ato de amor, soberania e garantia de qualidade de vida tranqüila e harmônica para o presente e as futuras gerações”, complementou a técnica Sineide Wu.

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