Dezenas de pessoas participam de audiência pública em Algodoal

Belém (26/04/11) – Saneamento básico, incentivo ao turismo receptivo e regularização fundiária da ilha foram alguns dos temas discutidos por cerca de 100 pessoas que participaram da audiência pública, na segunda-feira, 18, promovida pela Força Tarefa de Proteção à Zona Costeira, na Vila de Algodoal, Área de Preservação Ambiental (APA) localizada no nordeste paraense.
Criada em 2007, a Força-Tarefa tem o objetivo de propor a realização de ações para a sensibilização da população na preservação do ambiente. Neste ano, o grupo recebeu novos contornos.  Em vez de ser anual, será semestral, o que permitirá um acompanhamento mais preciso dos reflexos das ações. “Tivemos também a adesão de novas instituições e a alteração da frente repressiva para a educativa, que se mostrou mais acertada, pois a população nos recebeu com certo receio, mas mostramos a eles que nosso objetivo não é prejudicar e sim integrar todos em uma nova fase”, explicou Celso Castro, advogado da União e coordenador da megaoperação.
Ainda segundo o coordenador, o grupo tem cumprido com êxito seu objetivo. “Nessa audiência, os principais segmentos da Vila de Algodoal puderam se expressar para o poder público. E, na condição de representantes, atuaram como porta-vozes da sociedade local. Agora, estamos a par de todas as necessidades daqui”, explicou.
O diretor de Áreas Protegidas (Diap) da Sema, Crisomar Lobato, compôs a mesa de debates e ressaltou a importância da audiência. “Algodoal chegou ao seu limite de inchaço populacional, o que resulta em muitos problemas. Nessa audiência, conversaremos sobre locais adequados para a população viver, planos de manejos, regularização fundiária, e zoneamento da APA”, enfatizou.
Membros do conselho gestor, presidentes de associações e empreendedores de Algodoal, Fortalezinha, Camboinha e Mocooca expuseram os principais problemas enfrentados pela comunidade e coube aos integrantes da Força Tarefa a coleta de dados para um posterior levantamento, que será feito pelas instituições de produção de conhecimento. Só assim, de posse de um fundamento científico, serão tomadas as devidas decisões.
O presidente da Associação Comunitária dos Moradores da Ilha de Maiandeua (Acmam) e também Conselheiro Gestor, Paulo Teixeira, acredita que a audiência foi “o momento de se levantar e dizer as necessidades da comunidade”.
Construção de um ecomuseu, plano emergencial de abastecimento de água, investimento no turismo receptivo, por meio de treinamento dos empreendedores locais, e revitalização da praça da Vila de Algodoal foram algumas decisões tomadas na audiência. Para Celso Castro, a frase que agora ecoa na Ilha é só uma: “Algodoal nunca mais será a mesma depois dessa Força-Tarefa”.
A ação tem a coordenação da Advocacia Geral da União (AGU), o patrocínio da Central Elétrica do Pará (Celpa) e a participação de 34 instituições municipais, estaduais e federais, entre elas a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), órgão responsável por gerenciar a APA.

Ascom Sema

 

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